Renan Santos diz que escolher entre Lula e Flávio é como “pegar ebola ou ser atropelado”
Pré-candidato à Presidência deu a declaração durante a 27ª Marcha dos Prefeitos, em Brasília
atualizado
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Posicionando-se como uma opção de terceira via para as eleições de outubro, o pré-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou nesta quinta-feira (21/5) que optar entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), para ele, é como escolher entre “pegar ebola ou ser atropelado por uma carreta”.
“O que é pior são quatro anos sem Renan Santos na presidência da República. Isso é o pior. Os outros dois [Lula e Flávio], sinceramente, eu já dei alguns exemplos antes, você prefere pegar ebola ou ser atropelado por uma carreta? Dá uma boa discussão, em ambos os casos você se dá muito mal”, disse, durante a 27ª Marcha dos Prefeitos, em Brasília (DF).
Santos é líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e se recusou a escolher um candidato para apoiar em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Embora esteja mais alinhado com pautas defendidas por Flávio, Renan Santos afirmou que “não tem nada a ver com a família Bolsonaro e nem com o Partido dos Trabalhadores (PT)”.
O pré-candidato também afirmou que não quer ser visto pelo eleitorado como alguém “louco antissistema” porque “nunca foi essa pessoa”. O líder do MBL também se opôs à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da escala 6×1. De acordo com Renan Santos, a medida é eleitoreira e uma “pilantragem” do PT.
O membro do Missão também afirmou que, caso seja eleito, deseja fazer uma reforma do Supremo Tribunal Federal (STF) com restrições à atuação dos ministros.
“Tem que acabar com as decisões monocráticas, temos que acabar com os escritórios de advocacia ligados a ministros”, defendeu.
