Pedro Guimarães foi denunciado por assédio após seis meses no cargo

No total, ao menos 14 denúncias foram registradas nos canais internos da Caixa. Casos de assédio foram revelados pelo Metrópoles

atualizado 29/07/2022 19:26

Pedro Duarte Guimarães presidente da caixa economica federal no governo Jair Bolsonaro Rafaela Felicciano/Metrópoles

A primeira denúncia interna de assédio contra o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Pedro Guimarães (foto em destaque) foi recebida em julho de 2019, seis meses após ele tomar posse. Depois disso, outras 13 denúncias chegaram aos canais internos do órgão – seis delas, antes de Guimarães ser exonerado.

As informações foram reveladas pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmadas pelo Metrópoles. Guimarães deixou a presidência do banco há um mês, após o jornalista Rodrigo Rangel, do Metrópoles, noticiar as denúncias de assédio sexual e moral.

Na última terça-feira (26/7), o Ministério Público do Trabalho (MPT) transformou em inquérito civil a investigação preliminar aberta contra o ex-presidente da Caixa. No despacho, o procurador Paulo Neto considerou que a denúncia, em um primeiro momento, “configura infringência à ordem jurídico-trabalhista e aos direitos coletivos dos trabalhadores”.

O MPT também concedeu 10 dias para a Caixa Econômica Federal juntar ao inquérito cópia integral dos procedimentos administrativos decorrentes do recebimento de 14 denúncias contra Pedro Guimarães, apresentadas no canal interno da instituição, entre 2019 e 2022.

Um grupo de funcionárias decidiu romper o silêncio e relatar as situações pelas quais passaram. Todas trabalharam ou atuaram em equipes que serviam diretamente ao gabinete do ex-presidente da Caixa Econômica.

As mulheres denunciam toques íntimos não autorizados, abordagens inadequadas e convites heterodoxos, que partiram do então presidente do maior banco público brasileiro em interação com as funcionárias sob seu comando.

A iniciativa dessas mulheres levou à abertura de investigações que estão em andamento, sob sigilo, no Ministério Público Federal (MPF) e no MPT. Após repercussão do caso, o Tribunal de Contas da União (TCU) também abriu processo para apurar as denúncias.

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