PCERJ procura Abelha e Piu, chefes do CV que comandam tráfico na Lapa
Abelha e Piu foram alvos da “Operação Colmeia”, que tem como objetivo desarticular a rede de tráfico do Comando Vermelho
atualizado
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) procura os chefes do Comando Vermelho (CV) responsáveis pelo tráfico de drogas na região da Lapa, no Centro da capital fluminense. Os chefes da facção são identificados como Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o “Abelha”, e Anderson Venâncio Nobre de Souza, o “Piu” ou “Português”.
O Disque Denúncia divulgou a foto dos criminosos nesta quarta-feira (18/3), para auxiliar nas investigações da 5ª DP (Mem de Sá). Os traficantes estão cadastrados no sistema penitenciário com a classificação de “Altíssima Periculosidade”, por associação ao CV.
Abelha e Piu foram alvos da “Operação Colmeia”, que tem o objetivo de desarticular a rede de tráfico do Comando Vermelho na região da Lapa. Até o momento, 25 traficantes foram indiciados, e 11 suspeitos estão presos, segundo a PCERJ.
A investigação que apontou Abelha e Piu como líderes do tráfico na Lapa teve início após a PCERJ identificar que as drogas vendidas na Lapa eram produzidas e endoladas no Fallet/Fogueteiro, comunidade próxima à região, onde faccionados se escondem.
A apuração também mostrou que os chefes do CV invadiram casarões abandonados nas comunidades e transformaram em ponto de venda de drogas, que, em muitas ocasiões, a comercialização dos entorpecentes era anunciada no meio da rua como um feirão de drogas. Investigadores ainda apontam uma tortura ordenada por Abelha e Piu.
“As investigações que levaram à Operação Colmeia, deflagrada nessa terça-feira (16/3) pelas forças de segurança do RJ, apontavam que os traficantes liderados por “Abelha” e “Piu” também torturavam dependentes químicos que rondavam as bocas de fumo da Lapa”, diz o Disque Denúncia.
De acordo com a PCERJ, no ano passado, Abelha e Piu impuseram uma “taxa” diária a comerciantes que montavam barracas em um dos pontos mais movimentados da Lapa, obrigando-os a pagar até R$ 130 por dia. A polícia identificou comprovantes de transferências em nome do traficante de vulgo “Di Mulher”, comparsa de Abelha.
Contato para Denúncia
O Disque Denúncia, pede que quem tiver informações sobre a localização dos dois criminosos, favor entrar em contato pelos canais de atendimento abaixo. O órgão vinculado à PCERJ informa que o sigilo é garantido.
Central de atendimento/Call Center: (021) – 2253 1177 ou 0300-253-1177
WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)
Aplicativo: Disque Denúncia Rio de Janeiro
