MA: patroa ameaçou dopar e levar doméstica grávida para sítio
Ao Metrópoles, Samara Regina disse que a patroa sugeriu coloca-lá dopada em um carro. A empresária suspeita encontra-se presa
atualizado
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A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, é acusada de agredir e torturar a doméstica Samara Regina, de 19 anos, no último dia 17 de abril, em Paço do Lumiar (MA). Após as agressões em sua residência, a patroa teria ameaçado dopar a funcionária e levá-la para um sítio da família.
Em entrevista ao Metrópoles, a doméstica Samara Regina, que foi acusada de ter furtado um anel, detalhou o momento de tensão vivido na casa da empresária. Devido às intensas agressões físicas sofridas, a jovem de 19 anos acreditou que não sairia viva daquela situação.
“Ele falou que se o anel não aparecesse logo, eles iam me levar para um sítio. A Carolina até citou que ia preparar um sonífero pra poder me colocar no carro. Eu já sabia que eu não sairia viva dali. Estava sendo espancada. Eu não sabia onde o anel estava, não sabia se ele estava na casa ou se ela tinha perdido fora. E pelas atitudes deles, eu não ia sair viva mesmo”, diz Samara.
Entenda o caso
- A agressão ocorreu em 17 de abril na residência de Carolina. A empresária acusou Samara de ter furtado um anel;
- Sob ameaça, a doméstica foi obrigada a se ajoelhar, enquanto o policial militar Michael Bruno lhe desferia coronhadas e a patroa a agredia com tapas;
- Samara está grávida de seis meses e aceitou o contrato de um mês para trabalhar na casa de Carolina, com o intuito de conseguir dinheiro para pagar o enxoval do bebê;
- Durante as agressões, a vítima foi arrastada pelos cabelos para o interior da casa. Após o episódio, a funcionária conseguiu fugir e pediu ajuda na casa de uma vizinha;
- Carolina foi presa preventivamente na manhã de quinta-feira (7/5), em Teresina (PI).
Sob ameaça, a doméstica, que está grávida de seis meses, foi obrigada a se ajoelhar enquanto um amigo de Carolina lhe desferia coronhadas e a patroa a agredia com tapas. Em meio às agressões e torturas, o amigo da patroa falou para a doméstica que, caso o anel não aparecesse, a gestante “iria perder o filho”. Samara detalha que levou vários socos e a todo momento tentava proteger a barriga.
“A minha preocupação estava o tempo todo no meu filho. Meu desespero estava no que ia acontecer comigo e com o meu neném”, relata ela.
Tortura
Presa preventivamente por agredir a vítima, identificada como Samara Regina, de 19 anos, Carolina Sthela pode responder na Justiça pelo crime de tortura.
O delegado responsável pela investigação, Walter Wanderley, da 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi, diz que o caso está sendo tipificado como tortura e lesão corporal gravíssima, com risco de aborto.
Justiça mantém prisão
As investigações ainda estão em estágio inicial. A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) já colheu depoimentos da patroa e da vítima.
Na sexta (8/5), o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) manteve a prisão preventiva de Carolina Sthela. A patroa foi transferida para a Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM) em São Luís (MA).
Walter Wanderley confirmou que a Justiça também manteve a preventiva do policial militar Michael Bruno Lopes Santos, suspeito de ajudar a patroa a torturar a doméstica grávida.








