Paraíba usa tecnologia oceanográfica para combater erosão no litoral

Após estudos técnicos e científicos, um grupo de pesquisadores desenvolveu os recifes artificiais de recrutamento larval (RAs)

atualizado

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Um projeto do Programa Estratégico de Estruturas Artificiais Marinhas (Preamar) pode combater a erosão costeira no litoral da Paraíba utilizando tecnologia oceanográfica.

O fenômeno geológico acomete praias do estado com o aumento do nível do mar e ondas correntes, o que diminui a largura das praias com a perda de areia e coloca em risco infraestruturas.

Após estudos técnicos e científicos, um grupo de pesquisadores desenvolveu os Recifes Artificiais de Recrutamento Larval (RAs). Os equipamentos são estruturas que ficam submersas na água e utilizam a energia do próprio ecossistema marinho no intuito de monitorar a erosão.

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Mergulhadores no mar para instalar os RAs
Pesquisadores utilizando drone para mapear área afetada pela erosão
Pesquisadores projetando os RAs
Mergulhadores instalando
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Mergulhadores no mar para instalar os RAs

Pesquisadores utilizando drone para mapear área afetada pela erosão
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Pesquisadores utilizando drone para mapear área afetada pela erosão

Pesquisadores projetando os RAs
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Pesquisadores projetando os RAs

Após instalados, os RAs serão responsáveis por fazer avaliações oceanográficas para identificar possíveis variações sazonais. O equipamento analisará a movimentação do mar nas regiões mais profundas, empregando ondas sonoras para medir as colunas d’água com base na direção e intensidade das correntes marítmas.

O aparelho utilizado é um ADCP (Acoustic Doppler Current Profiler), tecnologia fundamental para entender a dinâmica da erosão e planejar a instalação dos RAs. As estruturas submersas são compostas por concreto especial e ficam em conjuntos de 1 mil unidades em cada ponto predeterminado.

“Serão realizadas inspeções subaquáticas trimestrais da estruturas artificiais para verificar sua integridade, conservação e localização, bem como dos processos de sedimentares”, diz o material do projeto Preamar.

O monitoramento marítmo será realizado por no mínimo um ano para análise minuciosa de como minimizar os danos da erosão.

Monitoramento e áreas de instalação

Agora, com a implementação dos RAs, os locais de instalação e os ambientes naturais passarão por modificações dos padrões de uso, sobretudo pelas atividades turísticas e pesqueiras. O projeto cumpre finalidades específicas, como a restauração da biodiversidade marinha e o apoio à pesca.

Nessa primeira fase, 14 grupamentos de RAs e uma área de mergulho temático serão instalados em trechos dos municípios de Lucena, Cabedelo, João Pessoa e Conde, em profundidades entre 10 metros e 50 metros. Cada local foi definido com base em critérios biotógicos, físicos e de uso com o auxílio do georreferenciamento de drones.

O Preamar está sendo desenvolvido por meio de um acordo de parceria entre o Governo do Estado da Paraíba, por meio da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e de outros órgãos ambientais apoiadores.

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