Pais de Marielle cobram respostas sobre assassinato da vereadora

Quase quatro meses após o crime, o silêncio da polícia também incomoda amigos da parlamentar e entidades de direitos humanos

atualizado

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Marielle franco durante discurso em plenário
1 de 1 Marielle franco durante discurso em plenário - Foto: Divulgação

Os pais da vereadora Marielle Franco, assassinada a tiros com seu motorista, Anderson Gomes, em 14 de março, cobraram, nesta quinta-feira (12/7) informações oficiais da polícia sobre as investigações. Quase quatro meses após o crime, o silêncio da polícia também incomoda amigos da parlamentar e entidades de direitos humanos que acompanham o caso.

“Espero que as pessoas que estão à frente das investigações tenham um compromisso maior com a sociedade e com a família”, cobrou a mãe da vereadora morta, Marinete Silva. O pai, Antonio Silva, diz que tudo o que soube sobre o andamento das investigações foi por meio da imprensa. “Estamos sempre esperando que alguém nos procure, nos dê informações, até para amenizar a nossa dor, para sabermos que estão investigando e que vamos ter uma resposta satisfatória.”

A viúva de Marielle, Mônica Benício, também se manifestou por meio das redes sociais: “O silêncio da não resposta às perguntas #QuemMatouMarielle #QuemMandouMatarMarielle não fere só a minha alma, mas a de 46.502 eleitores de Marielle, a todas as mulheres, a população negra, LGBTI, favelada e periférica. Fere a todo brasileiro e brasileira que acredita e sonha que esse ainda pode ser um país melhor e mais justo para todos. Fere sobretudo a nossa democracia que não pode aceitar essa barbárie. A não resposta ao assassinato de Marielle fere o mundo nos olha chocado com o terror cometido na noite de 14 de março.”

“É compreensível que a investigação corra sob sigilo”, diz a diretora de Pesquisas da Anistia Internacional, Renata Neder. “Mas o sigilo das investigações não pode ser confundido com o silêncio das autoridades. É importante que as autoridades venham à público prestar esclarecimentos.” Diante da falta de informações, a Anistia Internacional reivindica um mecanismo externo e independente para monitorar a apuração do crime.

Procurados pela reportagem, a Polícia Civil e o Gabinete da Intervenção Federal preferiram não falar do caso. A Secretaria de Segurança Pública foi a única a se manifestar: “A assessoria de comunicação não vai divulgar informações sobre a investigação, que está sob sigilo”, afirmou, por meio de nota.

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