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Brasil

Pai faz investigação própria e filhos presos injustamente são soltos

Dois irmãos estavam presos por roubo há um mês porque teriam sido reconhecidos por vítimas, mas família comprovou que eles não eram culpados

03/04/2022 12:15, atualizado 03/04/2022 13:29
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TV Globo
jovem presos injustamente soltos diadema sao paulo (1)

Dois jovens negros foram soltos após prisão injusta que durou um mês, por roubo de carro. Luiz César Marques Júnior, de 24 anos, e Gustavo Marques, de 20, são irmãos e moram em Diadema, na Grande São Paulo. O pai deles reuniu provas da inocência dos filhos por conta própria, segundo a TV Globo.

O momento da saída dos dois jovens do presídio foi de muita emoção e choro. Familiares se abraçaram e se ajoelharam no chão.

Veja o vídeo:

Luiz e Gustavo foram acusados de roubar um veículo em São Bernardo do Campo, mas no mesmo horário, os dois estavam em um bar com o pai em Diadema.

Reconhecimento falho

A prisão dos irmãos foi baseada em reconhecimento pelas vítimas. Uma delas reconheceu os dois por causa do tom de pele, uma camisa cinza escura e um boné branco. O pai reuniu imagens de câmeras de monitoramento para provar que os filhos não estavam no momento do assalto.

Pai faz investigação própria e filhos presos injustamente são soltos - destaque galeria
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Saída de jovens da prisão foi marcado com muita emoção
Pai investigou por conta própria e provou inocência dos filhos
Câmeras de monitoramento ajudaram a comprovar inocência de irmãos
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Câmeras de monitoramento ajudaram a comprovar inocência de irmãos

Reprodução/ TV Globo
Saída de jovens da prisão foi marcado com muita emoção
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Saída de jovens da prisão foi marcado com muita emoção

Reprodução/Instagram
Pai investigou por conta própria e provou inocência dos filhos
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Pai investigou por conta própria e provou inocência dos filhos

TV Globo

O advogado dos jovens também denunciou que eles foram colocados ao lado de pessoas muito diferentes no momento do reconhecimento.

“A Justiça precisa parar com isso, a roupa não é base para condenar alguém, procurar investigar mais, olhar pelas pessoas, não pela cor, mas pelo ser humano”, afirmou Luiz para a TV Globo.

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