Pai de bebê morto após médica recusar atendimento faz desabafo
"Pais de filhos especiais já sofrem querendo dar o melhor, e vem uma pessoa, assim, e não cuida, justamente quando mais precisa"

Pai do bebê Breno Rodrigues Duarte da Silva, Felipe Duarte, desabafou nesta quinta-feira (8/6) sobre a morte de seu filho, de 1 ano e 7 meses, após uma médica se recusar a prestar socorro.
“Não tenho raiva. Só desejo que ela jamais faça isso de novo. Como ela vai pagar, qual punição vai ter, não cabe a mim julgar. Cabe à lei o caminho que ela vai seguir. Meu filho era especial. Pais de filhos especiais já sofrem querendo dar o melhor para as crianças, e vem uma pessoa, assim, e não cuida, justamente quando mais precisa. Meu filho precisava de cuidado. Se ela não tivesse se omitido, ele poderia estar vivo agora”, disse em entrevista ao Extra.

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Na manhã da quarta-feira (7/6), a família de Breno Rodrigues Duarte da Silva, que sofria de doença neurológica, havia chamado ambulância para socorrer o menino. Porém, quando a equipe de remoção chegou, a médica teria alegado que seu expediente havia chegado ao fim e, por isso, não prestou os primeiros socorros.
Por causa da doença neurológica, Breno recebia atendimento médico domiciliar. Quando o menino começou a se sentir mal, com fortes dores abdominais, a pediatra orientou, por telefone, que a mãe do menino acionasse o plano de saúde para fazer a remoção e interná-lo.
De acordo com o relato de Rhuana Lopes Rodrigues, mãe de Breno, a ambulância já havia chegado ao condomínio em que a família vive, na Barra da Tijuca, quando a médica da ambulância rasgou o documento com o pedido de remoção e fez a ambulância dar meia-volta.
A criança morreu uma hora e meia mais tarde, enquanto esperava outra ambulância. A família acusa a profissional de negligência e omissão de socorro.



