Paciente passa por cirurgia cerebral inédita para controlar obesidade
Cirurgia inédita ocorreu no Hospital das Clínicas da UFG, em Goiânia (GO). Paciente tem 38 anos e peso inicial de 183 kg

Goiânia – Ivan dos Santos Araújo, 38 anos, passou por uma cirurgia inédita na América Latina, realizada no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), na última terça-feira (18/3). Ele foi submetido a uma estimulação cerebral profunda bilateral do núclo accumbens para o tratamento de obesidade mórbida (grau III), ou seja, uma operação no cérebro para tratar a obesidade.
A cirurgia, realizada pelo neurocirurgião Osvaldo Vilela, faz parte de um projeto de pesquisa que tem como objetivo analisar a efetividade do procedimento e qual a melhor maneira de realizá-lo. Segundo a unidade de saúde, é importante salientar que se trata de uma cirurgia experimental, não disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

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Ver todasOutros quatro pacientes participarão do projeto. Os cinco serão acompanhados pela equipe de neurocirurgia e endocrinologia do HC-UFG durante dois anos.
Tratamento contra obesidade
Ivan é natural de Goiânia e, no dia da cirurgia, pesava 183 quilos. Ele começou a ganhar peso aos 9 anos e passou por diversos tratamentos com nutricionistas e endocrinologistas. Em 2015, após um acidente, ele não conseguiu mais perder peso.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Por ter de ficar parado demais, não poder me exercitar, eu não conseguia perder peso. E a obesidade atrapalha a vida em todos os aspectos, atrapalha andar, fazer qualquer coisa do dia a dia normal de uma pessoa”, lamentou o paciente.
De acordo com Ivan, no início, ele ficou receoso, por se tratar de uma cirurgia inédita, mas que depois de pesquisar muito e conversar com os profissionais do HC-UFG se sentiu confiante. “Estou com grandes expectativas. Que dê certo, confio em Deus, para melhorar a minha saúde e minha vida física e mental”, ressaltou.
Parceria internacional
A cirurgia inédita é uma parceria do HC-UFG com a Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. A equipe de profissionais do HC-UFG realizou diversas reuniões on-line com os pesquisadores da Pensilvânia para definir qual a melhor maneira de chegar no núcleo accumbens e onde implantar os eletrodos.
“A Universidade da Pensilvânia é uma das universidades que fazem parte da Ivy League, uma das mais importantes nos Estados Unidos. E lá nós temos um colega, Casey Halpern, e o grupo dele também está começando a tocar um projeto similar, mas num grupo específico de obesidade, então resolvemos fazer um estudo colaborativo”, informou o neurocirurgião Osvaldo Vilela.



