Operação policial tem como alvo suspeitos de ataques ao Ibama e à PF

Empresário suspeito de garimpo ilegal teria pagado R$ 5 mil para comparsas realizarem atentados contra o Ibama e a PF em setembro de 2021

atualizado 29/03/2022 10:58

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Goiânia – A Polícia Federal cumpre oito mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, em Goiânia (GO) e Boa Vista (RR), na manhã desta terça-feira (29/3).

Batizada de Mães de Ouro, a operação tem como objetivo prender envolvidos em ataques ao Ibama e à própria Polícia Federal, em setembro do ano passado.

O nome da operação é uma alusão à personagem do folclore brasileiro que protege jazidas de ouro.

Segundo a PF, os atentados ocorreram em 7 e 12 de setembro. No primeiro, houve a destruição de um veículo do Ibama. Já no segundo, houve a invasão da Superintendência da Polícia Federal em Roraima e tentativa de atear fogo em um helicóptero do Ibama.

Garimpo ilegal

As investigações apontam que os crimes foram uma represália a uma operação de combate ao garimpo ilegal em áreas indígenas em Roraima, entre agosto e setembro do ano passado, a Operação Yanomami. Os investigados têm relação com o garimpo ilegal.

De acordo com a PF, foram identificados pelo menos sete suspeitos de ter relação com os atentados. Um deles é um empresário suspeito de extração ilegal de ouro em terras indígenas e o presidente de uma associação de garimpeiros em Roraima.

Os investigadores suspeitam que o empresário pagou R$ 5 mil de incentivo para o cometimento dos crimes contra o Ibama. A associação teria sido usada como ponto de encontro para planejar os ataques.

Esse empresário já tinha sido alvo da Operação Yanomami. Na época foram apreendidos seis helicópteros do empresário e três pessoas ligadas a empresa foram presas.

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