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Brasil

Óleo com substância tóxica causou morte de casal no Espírito Santo

A substância é a mesma que provocou mortes por cerveja mineira contaminada em 2019. O produtor do óleo foi preso em flagrante

06/07/2021 16:10

A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava, há seis meses, a morte do casal Rosineide Dorneles Mendes de Oliveira e Willis Penna de Oliveira, em Serra, município do Espírito Santo.

A mulher, dona de casa de 52 anos, morreu no dia 15 fevereiro, enquanto o companheiro, cozinheiro de 51 anos, faleceu um mês depois. Os dois consumiram um produto chamado “óleo de semente de abóbora”, vendido pela internet para todo o país.

De acordo com o jornal Folha Vitória, a perícia confirmou que o conteúdo do frasco continha um produto altamente tóxico, utilizado como solvente em inúmeros processos industriais. Essa substância também contaminou cervejas produzidas em uma fábrica de Minas Gerais, em 2019.

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A Polícia Civil mineira colaborou com a investigação do casal e forneceu material para comparação. Leandro Amorim, médico legista que atuou nas investigações, afirmou que a substância, chamada de dietileno glicol, é usada na diluição de tintas.

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Denise Maria Carvalho, delegada responsável, relatou que as investigações começaram ainda em janeiro deste ano, depois de o filho do casal informar à delegacia que os pais começaram a passar mal após a ingerir o produto, que prometia benefícios à saúde.

O óleo de semente de abóbora foi produzido em uma casa na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo. O proprietário da empresa e responsável pela produção do produto, um homem de 34 anos, foi preso em flagrante.

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Local onde o produto era fabricado
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Produto vendido pela empresa de SP
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Segundo Rodrigo Rosa, titular do Distrito Policial de Novo Horizonte, no município onde o caso aconteceu, o homem permanece em prisão preventiva por estelionato, falsificação de produtos terapêuticos e crime contra a ordem econômica. Além disso, ele também será indiciado por duplo homicídio culposo.

A Polícia Civil informou que o suspeito não era capacitado para esse tipo de trabalho. Ele declarou que também produzia outros produtos, o que faz com que a polícia acredite que aconteceu uma confusão no momento de etiquetar os frascos.