
A pedido de Flávio, Nunes Marques proíbe distribuição de jornal sindical
Decisão do ministro suspende circulação de publicação da FUP sobre Petrobras e prevê multa diária de R$ 10 mil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, proibiu a distribuição do jornal Petróleo dos Brasileiros, produzido pelo Sindipetro Unificado de São Paulo e apoiado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP).
A decisão foi tomada na sexta-feira (9/10), após pedido de tutela de urgência apresentado pela campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), segundo a federação.
Entenda a decisão
- Alvo da decisão é a edição de setembro do jornal, intitulada “Eleição 2026: o que cada projeto defende para o Brasil?”.
- Segundo a FUP, a publicação reúne informações sobre medidas adotadas no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do candidato, em relação à Petrobras e aos trabalhadores do setor. “Fatos já amplamente noticiados na ocasião”, destacou a entidade sindical.
- Entre os pontos abordados estão a venda de três refinarias da Petrobras e da Refinaria Clara Camarão, no Rio Grande do Norte, negociada junto com campos maduros de petróleo no estado.
- O período também foi marcado pela venda das transportadoras de gás TAG e NTS e da BR Distribuidora, operação que retirou a Petrobras do setor de distribuição de combustíveis. Outros ativos da estatal também foram vendidos na gestão, de acordo com a federação.
- Na decisão, Nunes Marques determinou a interrupção da distribuição dos exemplares impressos, a retirada do arquivo do site e o fim da divulgação do conteúdo nos canais digitais.
“Ataque à liberadade”, diz coordenadora-geral da FUP
Em nota, a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, criticou a medida e afirmou que se trata de um “grave ataque à liberdade de expressão e ao direito de informar a população”.
“É dever dos sindicatos fornecer informações fidedignas a seus filiados, a fim de que possam conhecer projetos, comparar propostas e decidir pelo melhor para o País e para os brasileiros”, declarou.
Caso seja descumprida, a medida prevê multa diária de R$ 10 mil ao sindicato, além de outras sanções judiciais.
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