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Brasil

"Número 2 informal" de Pazuello entra na mira da CPI da Covid

Airton Soligo é acusado de participar de decisões e reuniões com autoridades quando não mantinha vínculo com o ministério

Júlia Portela26/07/2021 11:51
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“Número 2 informal” de Pazuello entra na mira da CPI da Covid
“Número 2 informal” de Pazuello entra na mira da CPI da Covid

Após receber novos documentos, a CPI da Covid-19 vai aprofundar as investigações sobre a atuação informal do empresário Airton Antônio Soligo, mais conhecido como Airton Cascavel. A Procuradoria da República no Distrito Federal afirma que há prints em que Soligo é apontado como o “número 2 do Ministério da Saúde”.

O empresário é próximo do ex-ministo da Saúde Eduardo Pazuello e foi assessor especial da pasta. Soligo, no entanto, atuou em encontros com autoridades e em ações de alto escalão no período em que não tinha vínculo com o ministério, entre maio e junho no ano passado. Foi nesse tempo em que há registros, segundo o G1, da participação dele em agendas públicas do ministro sobre respiradores e decisões com prefeitos e escretários estaduais da saúde.

Após a atuação do empresário de forma informal nas ações do ministério, Pazuello o nomeou como assessor especial, cargo que ocupou de 24 de junho de 2020 a 21 de março deste ano. Após esse período, Soligo assumiu o cargo de secretário de saúde de Roraima, posto que deixou na semana passada.

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Investigações

O primeiro pedido de apuração da suspeita de usurpação de função pública foi da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), em junho de 2020. Na data, ela enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) informações e prints de agendas públicas de Soligo enquanto ele não tinha vínculo com o ministério.

O caso foi encaminhado à Procuradoria da República no Distrito Federal, que pediu a abertura de inquérito à Polícia Federal em novembro. O inquérito corre em sigilo.

Já em junho deste ano, a Procuradoria da República no DF instaurou uma apuração preliminar, que pode ser anexada à primeira ou ser feita de modo independente. Em 8 de julho, o procurador Wellington Marques pediu à PF a abertura do inquérito em até 90 dias. O pedido está na PF e foi encaminhado para a CPI da Covid na semana passada.

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