Nova fase da Lava Jato mira pagamentos da Odebrecht a ex-ministros

Cerca de 40 policiais federais cumprem dois mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão em São Paulo e na Bahia

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 21/08/2019 8:13

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (21/08/2019), a 63ª fase da Operação Lava Jato, chamada Carbonara Chimica, para investigar a suspeita de pagamentos periódicos indevidos a dois ex-ministros por parte da Odebrecht. A ação apura crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de capitais. Os alvos dos mandados de prisão são o ex-executivo da empreiteira Maurício Ferro e o advogado Nilton Serson.

Segundo a PF, esta fase investiga a suspeita de pagamentos periódicos por parte da Odebrecht a dois ex-ministros identificados na planilha da empreiteira como “Italiano” e “Pós-Itália”. Em depoimento, Marcelo Odebrecht afirmou que Italiano se referia ao ex-ministro Antônio Palocci e Pós-Itália era Guido Mantega.

Cerca de 40 policiais federais cumprem dois mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão em São Paulo e na Bahia. Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba (PR).

A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 555 milhões dos investigados. Segundo a PF, o pagamento da propina tinha como objetivo, entre outras coisas, a aprovação de medidas provisórias que instituiriam um novo refinanciamento de dívidas fiscais e permitiriam a utilização de prejuízos fiscais das empresas como forma de pagamento (Refis da Crise – MPs nº 470/2009 e nº 472/2009).

De acordo com a PF, há indícios de que parte dos valores indevidos teria sido entregue a um casal de publicitários como forma de dissimulação da origem do dinheiro.

Os presos serão levados para a sede da PF em São Paulo, e posteriormente transferidos para a Superintendência do Paraná, onde serão interrogados, indicou a corporação. O nome da operação, Carbonara Chimica, remete ao fato de que os investigados eram identificados como “Italiano” e “Pós-Itália”, havendo ainda correlação com a atividade desenvolvida por uma das empresas envolvida no esquema. (Com informações da Agência Estado e G1)

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