“Nosso país está tomado pelo ódio”, diz pastor Gilmar após ser solto
Religioso passou a ser investigado após ser citado em áudio pelo então ministro Milton Ribeiro. Preso esta semana, foi solto pela Justiça
atualizado
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Goiânia – O pastor Gilmar Santos, um dos alvos da operação da Polícia Federal que apura desvios de verba no Ministério da Educação, afirmou em uma rede social que é inocente e que a prisão foi ilegal. Ele declarou ainda, logo após ser solto na capital federal, que “o nosso país está tomado pelo ódio”.
O pastor, que fez a declaração na noite de quinta-feira (23/6), passou a ser investigado após ser citado em áudio pelo então ministro Milton Ribeiro. O religioso foi solto por decisão judicial.
“Irmãos, não há julgamento ou veredicto sob o meu nome, o que mostra a ilegalidade desta prisão, sem lastro na legislação brasileira, reconhecidamente inconstitucional”, escreveu em uma rede social.
Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura são investigados por atuarem informalmente junto a prefeitos para a liberação de recursos do Ministério da Educação.
Além deles, também foram presos o ex-ministro, o ex-assessor da Prefeitura de Goiânia Helder Barbosa e o ex-gerente de projetos da Secretaria Executiva do Ministério da Educação (MEC) Luciano Musse.
“Fome ao poder”
Na rede social, o religioso também disse que o país “está tomado pelo ódio e fome ao poder, com interesses políticos manipulando a verdade e a transparência dos fatos”. ‘Como sabemos, existe uma luta incansável para enfraquecer o governo eleito”, afirmou ele, referindo-se ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Mais adiante, Gilmar continuou: “Meu compromisso segue o mesmo desde o momento em que Deus me chamou para ser parte de sua grande obra, levar a palavra da verdade aos quatro cantos da terra”.
Investigado
O nome de Gilmar foi citado por Milton Ribeiro em áudios divulgados em março deste ano. Nas gravações, o ex-chefe do MEC indica que a prioridade de repasse de verbas seria ditada por dois pastores, a pedido de Bolsonaro.
Depois, novo áudio do ministro foi divulgado negando os favorecimentos. Na época, o religioso negou participar de “gabinete paralelo”.
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