"Nordeste tem uma atenção muito especial no PAC", diz secretário do programa
Secretário do PAC esteve presente do Metrópoles Talk, nesta quarta-feira (17/6), que tem a região Nordeste como tema de debate

O secretário especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Roberto Garibe, representante da ministra da Casa Civil da Presidência da República Míriam Belchior, afirmou, na terceira edição do talk Nordeste em Pauta, nesta quarta-feira (17/6), que o crescimento do Nordeste é uma decisão política. O evento é realizado, na capital federal, em parceria entre o Metrópoles e o Banco do Nordeste (BNB).
“Da mesma forma que a Região Sudeste foi colocada no eixo SP-MG, na política ‘café com leite’, e consolidou de alguma forma aquele como o eixo da industrialização, acho que isso se rompeu no primeiro mandato do governo Lula. Ele colocou o Nordeste em evidência”, analisou.
Garibe ainda classificou a obra da transposição do rio São Francisco como um marco decisório econômico, que fez o país olhar de uma forma diferente para o Nordeste.
“Estamos falando da maior população que vive em um semi árido do planeta, que era completamente desassistida, mesmo tendo projetos seculares que não tinham tido a coragem política de sair do papel. E nesse sentido, o PAC é também um rompimento politico”.
Segundo o secretário, desde a redemocratização, a taxa de investimento no país era decrescente, com alguns suspiros que se devem às etapas do PAC. “Depois do golpe legislativo que tirou a presidente Dilma, vimos a queda do investimento e agora tentamos reorganizar isso e fazer esse país crescer”, defendeu.
Garibe ainda trouxe dados como o valor atual do PAC, programa de R$ 1,9 trilhão, com metade de investimento privado e metade composta por investimentos das estatais.
“E eu tenho que saudar aqui os bancos públicos, que dentro do programa voltaram a ter o seu papel motivador do desenvolvimento nacional. Somente no primeiro ano do atual mandato de Lula, tudo que foi emprestado por bancos públicos para entes federativos somam os últimos quatro anos anteriores, em um único ano. É disso que estou falando quando crescimento se trata de uma decisão política em prol do desenvolvimento econômico. É isso que o PAC significa, e dentro do PAC o Nordeste tem uma atenção muito especial”, concluiu.
O representante do governo disse ainda que, além da transposição do São Francisco, como grande vertente para levar segurança hídrica para o interior, as obras complementares também merecem destaque – elas já tiveram aporte de R$ 17 bilhões em toda região, com reflexo não só no interior dos estados, mas também nas capitais, citando programas como Cinturão das Águas e Ramal do Salgado.
Garibe também destacou a retomada da TransNordestina e o Fico-Fiol (corredor ferroviário Leste-Oeste) que vai ligar o sul da Bahia ao Centro-Oeste e construir uma importante ligação logística. “Em Pernambuco já licitamos o primeiro trecho da TransNordestina e a Infra S.A acabou de contratar o estudo para levar também a solução da ferrovia para o Porto de Suape – que agora inaugurou um terminal de contêineres”.
PAC
De acordo com Garibe, toda a parte social do PAC ganhou muita evidência nessa última edição, com destaque para as áreas de Saúde e Educação.
“A Saúde tem sido nosso carro-chefe de investimentos. Estamos levando equipamentos para todas as salas cirúrgicas do NE que estavam desativadas e comprando da indústria nacional”.
Na Educação, o secretário disse que os investimentos voltaram a ser direcionados aos institutos federais, não só para abertura de novos, mas para a manutenção dos já existentes. “Tínhamos uma ideia de chegar a mil IF’s, mas o presidente Lula disse para diminuir e consolidar os equipamentos que já inauguramos”, afirmou.
Talk Nordeste em Pauta
O Metrópoles e o Banco do Nordeste promovem, nesta quarta-feira (17/6), a terceira edição do talk Nordeste em Pauta. Com o tema “Resultados e perspectivas da região que mais cresce no país”, o encontro reuniu lideranças de instituições com atuação decisiva para o futuro do Nordeste, em um debate sobre investimentos, infraestrutura, inovação e desenvolvimento econômico.
Sob mediação da jornalista Marília Ribeiro e abertura do presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, os convidados são: Maria Fernanda Coelho, diretora do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE); Francisco Ferreira Alexandre, superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene); João Paulo Rodrigues, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Neoenergia; e José Aldemir Freire, diretor de Planejamento do Banco do Nordeste.

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