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Brasil

No Brics, Lula diz que ambientalismo “não é coisa de bicho-grilo”

Presidente defendeu a necessidade de investimentos em programas para mitigar as mudanças climáticas, em meio ao avanço de desastres

07/07/2025 16:00, atualizado 07/07/2025 17:01
Paulo Mumia/BRICS Brasil
Foto colorida de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante cúpula do Brics no Rio de Janeiro - Metrópoles

Rio de Janeiro – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta segunda-feira (7/7), que a defesa da pauta ambiental não é só pauta de “bicho-grilo”. A declaração do petista aconteceu depois da cúpula do Brics que acontece no Rio de Janeiro.

“A questão do clima é muito séria. As coisas estão acontecendo e nós não controlamos as mudanças das intempéries. Nós não mudamos, então, o que a gente tem que cuidar para que não haja as coisas. Por isso temos que cuidar dos oceanos e das florestas”, defendeu o chefe do Palácio do Planalto.

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Lula salientou a necessidade de combater as mudanças climáticas e citou ainda desastres ambientais recentes, como no Texas, nos Estados Unidos, e no Rio Grande do Sul, no Sul do Brasil.

“Não existe nenhum radicalismo, não é coisa de ambientalista, não é coisa de universitário, não é coisa de bicho grilo como se falava antigamente. É coisa de gente que acredita na ciência”, complementou o petista.

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Bandeira ambiental

Lula chegou ao Palácio do Planalto com a defesa da agenda ambiental, destacando o protagonismo no Brasil na proteção das florestas e também dos oceanos. Para amplificar esse tema no governo, o petista escolheu Marina Silva para comandar o Ministério do Meio Ambiente.

Ainda nesta agenda, o Brasil irá sediar em novembro a 30ª Conferência das Partes das Nações Unidas (COP30), evento que reúne líderes mundiais para discutir medidas para combater as mudanças climáticas.

Apesar de levantar a bandeira, Lula tem ampliado a defesa em avançar na exploração de combustíveis fósseis, que podem aumentar a emissão de gases de efeito estufa. Um dos principais pontos apontados pelo petista é a ampliação da exploração na Foz do Amazonas, região considerada sensível por ambientalistas.