Nº 2 de Minas e Energia pede demissão e abre impasse por sucessão de Silveira
Arthur Cerqueira Valério enviou carta de demissão diretamente ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Arthur Cerqueira Valério, pediu demissão do cargo e deve deixar oficialmente a pasta ainda nesta semana. A exoneração foi solicitada pelo próprio secretário-executivo, que é o número dois do ministério, em carta encaminhada ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Na mensagem, Arthur Cerqueira agradeceu “a confiança, o diálogo permanente e a oportunidade de contribuir com a agenda estratégica dos setores energético e mineral brasileiro”.
Ele era um dos cotados para assumir a pasta com a saída de Silveira prevista para abril, com o objetivo de concorrer nas eleições. A sua saída de Cerqueira cria um impasse e uma disputa pelo nome que deve ocupar o ministério no período eleitoral.
Arthur Cerqueira assumiu o cargo em 11 de janeiro de 2024. Ele teve atuação central na gestão do MME e foi um dos principais articuladores da implementação das políticas públicas conduzidas pelo ministro Alexandre Silveira. À frente da Secretaria-Executiva, ele foi responsável pela coordenação administrativa, institucional e técnica do ministério, assegurando a execução das diretrizes definidas pelo comando da pasta.

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Ver todasDurante sua gestão, participou do processo de modernização do marco legal do setor elétrico, com foco na abertura do mercado de energia, no reequilíbrio setorial e no fortalecimento da competitividade. Também atuou na implementação de programas considerados prioritários pela atual gestão, como Combustível do Futuro, Luz do Povo e Gás para Empregar, além dos marcos legais do hidrogênio de baixo carbono e das eólicas offshore.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSegundo o ministério, ao longo do período no cargo, o secretário-executivo prestou suporte institucional a políticas públicas estratégicas como Gás do Povo, Luz do Povo e Luz para Todos, além de manter diálogo permanente com agentes públicos e privados, associações setoriais, empresas e organismos multilaterais.
Antes de oficializar sua saída, Cerqueira já havia manifestado a Silveira, em maio de 2025, o desejo de deixar o ministério. No entanto, optou por permanecer no cargo “em compromisso com a continuidade administrativa e com a conclusão de agendas estratégicas previamente pactuadas”.



