“Não estamos aguentando de dor”, diz filha de homem morto por tiro de fuzil
Marcelo Guimarães, de 38 anos, passava de moto em um dos acessos à comunidade quando foi atingido por um tiro alegadamente da PMRJ
atualizado
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A filha de Marcelo Guimarães, morto nesta segunda-feira (4/1) enquanto voltava para casa, na Cidade de Deus, zona oeste do Rio de Janeiro, utilizou as redes sociais para homenagear o pai e mostrar todo o sofrimento pela perda.
“Te mataram, pai, na crueldade. Não estamos aguentando de tanta dor”, escreveu Vitória Guimarães no Twitter.
TE MATARAM PAI, NA CRUELDADE, O SENHOR ERA TRABALHADOR, ESTAVA INDO TRABALHAR E TE MATARAM 😭😭😭 tão novo, 38 anos, cheio de vida, coração bom!!!!
eu, minha mãe, meu irmão( que tem apenas 5 anos) famílias e amigos N ESTAMOS AGUENTANDO COM TANTA DOR 😭😭😭 #justicapormarcelo pic.twitter.com/hoHu12wLkY— Vitória Guimarães (@guuimaraess) January 4, 2021
Moradores da região acusam a Polícia Militar de matar o rapaz. Segundo informações preliminares, ele passava de moto em um dos acessos à comunidade quando foi atingido por um tiro de fuzil.
Uma moradora contou que agentes passavam em um veículo blindado e efetuaram disparos quando Marcelo se dirigia ao acesso para a comunidade. Ainda de acordo com ela, os policiais saíram do local sem prestar atendimento à vítima.
“Os policiais voltaram 25 minutos depois e não deixaram a gente socorrer ele. Os PMs que estavam no ‘caveirão’ voltaram 40 minutos depois, quando ele já tinha morrido”, contou a mulher.
Há relatos de que Marcelo havia acabado de deixar o filho pequeno na casa da babá e tentava voltar para casa para pegar o celular, antes de ir para o trabalho.
Em nota, a Polícia Militar informou que “equipes do 18º BPM (Jacarepaguá) realizavam policiamento na Av. Edgard Werneck quando criminosos atiraram contra os policiais de dentro da Comunidade Cidade de Deus, gerando confronto. Um mototaxista foi atingido no local e não resistiu”.
