"Não conseguia me soltar", diz mulher mordida por personal em PE.
Vítima relata que professor a agarrou e a mordeu. Instrutor chegou a ser afastado, mas retornou ao estabelecimento meses mais tarde

A mulher que denunciou um caso de assédio após ser mordida no ombro por um instrutor da academia que frequentava relatou ao Metrópoles havia negado uma aproximação do instrutor, mas que foi agarrada por ele e não conseguia se soltar. O caso aconteceu na cidade de Recife, capital de Pernambuco.
“Ele me viu treinando e veio se aproximando, pedindo um abraço, eu neguei falando que não precisava. Falei: ‘só um murrinho, um toque de mão’, ele me agarra e nessa hora ele me dá uma mordida. Foi apavorante, ele me segurou e eu não conseguia me soltar“, relata.

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Nas imagens, é possível ver quando o instrutor se aproxima da vítima e ela vira, indicando uma negativa de contato. A mulher ainda balança a cabeça negativamente e tenta afastá-lo com os braços. Ele insiste, agarra a mulher e dá uma mordida no braço dela. Em seguida, deita ela em seu braço. Depois que a solta, a mulher se afasta no sentido oposto.
O caso aconteceu em maio e a vítima, que é professora e tem 25 anos, registrou boletim de ocorrência. O instrutor, identificado como Filipe Gomes da Silva, foi afastado da academia após o ocorrido.
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O caso foi registrado como assedio, importunação sexual e lesão corporal. Nesta semana, cerca de três meses após o caso, a vítima se deparou com o profissional no estabelecimento novamente.
“Nessa semana, na quarta, eu cheguei na academia e ele estava lá. Quando eu vi ele, fiquei em choque, totalmente assustada. Liguei para a polícia e fui informada que precisava ir para a delegacia da mulher registrar um outro boletim de ocorrência […] Cheguei a confrontar a presença dele ali, mas ele ficava dizendo para eu ter calma e dizia que estava tudo resolvido”, disse a professora em entrevista ao Metrópoles.
Em nota, a academia esclareceu que o professor não foi recontratado, mas teria sido chamado para “cobrir duas diárias” depois que dois instrutores faltaram e substitutos não foram localizados.
“Diante dessa situação emergencial, o ex-profissional foi chamado apenas para cobrir duas diárias. Antes disso, ele foi questionado se havia recebido alguma notificação ou se respondia a qualquer procedimento relacionado ao caso, e informou que não. Até aquele momento, a academia também não tinha conhecimento de novos desdobramentos. A participação foi pontual e excepcional, sem qualquer reintegração ao quadro da academia”, informou a ElevaFit.



