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Eleições 2026Brasil

Nações democráticas "não interferem" em eleições, diz Nunes Marques

Segundo o presidente do TSE, países democráticos trocam conhecimento e contribuem para o fortalecimento da democracia

03/10/2026 12:59
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Nações democráticas “não interferem” em eleições, diz Nunes Marques

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nessa sexta-feira (2/10) que nações democráticas trocam conhecimento e contribuem para o fortalecimento da democracia, mas não interferem no processo eleitoral de outros países.

A declaração aconteceu no mesmo dia em que Estados Unidos e Austrália fecharam suas embaixadas temporiamente em Brasília (DF), com a alegação de ser uma “medida de segurança” na véspera da eleição.

Nunes Marques destacou que observadores de sete missões eleitorais internacionais já estão no Brasil para atuar em diversos estados de forma independente. Entre elas, estão a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Europeia e a Liga dos Estados Árabes.

Completam ainda a lista a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (Roaje-CPLP) e a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore).

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“É importante dizer que o Brasil e as demais nações democráticas do mundo, historicamente, trocam conhecimentos e contribuem mutuamente para o fortalecimento das democracias. Nações democráticas dialogam, não interferem”, declarou em entrevista ao SBT.

A Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE) e o The Carter Center, vinculado ao ex-presidente americano Jimmy Carter, também atuarão como observadores internacionais nas eleições no Brasil.

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Os observadores internacionais são representantes de organizações estrangeiras ou multilaterais que acompanham de forma independente todas as etapas da votação no país. O objetivo é garantir a transparência e a confiabilidade do pleito.

Como mostrou o Metrópoles, nesta semana a Corte Eleitoral negou a entrada de 14 observadores internacionais para acompanhar as eleições gerais. Entre os barrados, estão integrantes de partidos ultranacionalistas, como o Foro Madrid, organização anticomunista ligada ao partido espanhol Vox, e da Alternativa Democrática Nacional (ADN), legenda de extrema direita de Portugal.

Na semana passada, a Corte também barrou a organização Transparencia Electoral, sediada em Buenos Aires, na Argentina. A entidade diz que sua atuação é dedicada a promover integridade em eleições na América Latina.

O presidente do TSE citou ainda medidas adotadas pela Justiça Eleitoral para combater a desconfiança sobre as urnas eletrônicas brasileiras. Entre elas, está a participação dos dois últimos eleitores de cada seção no encerramento da votação.

“Nesta eleição, por exemplo, convidaremos os dois últimos eleitores que irão votar a acompanhar o encerramento da sessão eleitoral. Serão centenas de milhares de pessoas que poderão atestar que depois delas ninguém mais votou naquela sessão”, disse.