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São Paulo – O candidato a prefeito de São Paulo do PSol Guilherme Boulos vai intensificar as campanhas nas ruas a partir de sexta-feira (13/11), com a volta da transmissão ao vivo por 24 horas de sua campanha. A aposta nessa reta final serão caminhadas no centro da cidade, mas com o objetivo de atingir eleitores da periferia que trabalham na região.
“A nossa agenda vai ser de cinco a seis caminhadas em vários pontos da cidade, e no sábado é carreata na zona leste, é carreata no centro. Amanhã, a gente vai ficar 24 horas ao vivo. Nós fizemos isso no início da campanha, e amanhã vamos estar ao vivo a partir das 6h até de madrugada para mostrar que a nossa campanha é uma campanha transparente. A nossa campanha a gente faz com verdade, a deles com fake news”, afirmou nesta quinta-feira (12/11) a apoiadores, em referência à “pegadinha” feita por Celso Russomanno (Republicanos) no debate de quarta-feira.
Russomanno usou acusou Boulos de usar empresas fantasmas em sua campanha. Para isso, o candidato do Republicanos usou um vídeo do comunicador bolsonarista Oswaldo Eustáquio, investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito que apura o financiamento de atos antidemocráticos em Brasília.
“Vocês acompanharam ontem a baixaria das fake news, a atuação do gabinete do ódio na reta final das eleições em São Paulo. [O presidente Jair] Bolsonaro mandou o Carluxo desembarcar o gabinete do ódio aqui em São Paulo, inventou um absurdo que o Russomanno quis transformar em pegadinha no debate e se deram mal. Ontem mesmo a Justiça já desmascarou e mandou a retirar o vídeo mentiroso.”, afirmou.
Boulos fez nesta quinta-feira uma caminhada pelo comércio do Campo Limpo, na zona sul, onde também mora. Com a mensagem de levar a periferia à Prefeitura de São Paulo, o candidato se apresentou a eleitores: “Eu sou Guilherme Boulos, candidato à prefeitura, moro aqui no Campo Limpo”.
“A gente fez questão de, nesta reta final de campanha, fazer uma campanha aqui. Pra mim é uma questão de honra, e marca também nossa diferença em relação aos outros candidatos. Candidatos que aparece na periferia a cada quatro anos para fazer promessa, para tirar foto e comer pastelzinho na feira ninguém aguenta mais. A gente não aparece a cada quatro anos, a gente é daqui”, disse.
Com eleitores com maior renda e escolaridade, Boulos busca votos nas regiões periféricas para avançar para o segundo turno. “Ninguém vota em quem não conhece. Eu tenho 17 segundos na televisão, uma parte das pessoas com menor escolaridade e renda só tem acesso à televisão como forma de decidir os seus votos e não as redes sociais. É problema de taxa de conhecimento. Agora na reta final da eleição, com o nível de exposição que tem, essa taxa de conhecimento também aumenta”, afirmou a jornalistas.
Pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quarta-feira (11/11) mostra que Boulos passou de 14% para 16% nas intenções de votos em relação ao levantamento de 5 de novembro, superando Celso Russomanno (Republicanos), que caiu de 16% para 14%. Pela margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados na briga pela vaga do segundo turno, que tem ainda Márcio França (PSB), que foi de 13% para 12%. Covas se mantém na liderança com 32% na preferência do eleitor.














