Mulher usa drone de R$ 39 mil para enviar drogas e celulares à prisão.
Os entorpecentes e celulares eram vendidos dentro da prisão por um detento apontado como o chefe do esquema

A Polícia Civil do Amapá (PCAP) prendeu, nessa quarta (22/7), uma mulher de 20 anos responsável por usar um drone para enviar drogas e celulares para um presídio do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen-AP).
O drone usado para transportar os entorpecentes ao presídio está avaliado em R$ 39 mil.
Veja vídeo:
Segundo a investigação, a polícia apura um esquema de recebimento e embalagem de drogas dentro da cadeia, que é coordenado por um detento que cumpre regime fechado em um dos presídios do Iapen.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesConforme o delegado Kleyson Fernandes, o detento era chefe da logística e mandava a mulher enviar drogas, celulares, carregadores e relógios inteligentes à cadeia. Os itens seriam comercializados na prisão e traziam lucro à organização criminosa.
A polícia descobriu que o esquema do transporte de maconha e cocaína por drone era bem-sucedido devido aos mecanismos do dispositivo que permitia agarrar e soltar drogas de alturas específicas.
“A investigação identificou que a logística do grupo criminoso utiliza garras acopladas ao drone, capazes de pinçar os materiais ilícitos e soltá-los em alturas específicas dentro do IAPEN. Os fatos foram comunicados ao Iapen para que sejam adotadas medidas de segurança”, disse o delegado Kleyson.
Durante as diligências, a polícia identificou quem era a suspeita por trás da logística e a monitorou para saber mais informações sobre o envio de drogas sob o uso de drone profissional. A apuração mostrou que criminosos usavam uma casa no bairro Marabaixo 4 como ponto de remessa dos entorpecentes para dentro da cadeia.
Após monitoramento e diligências da corporação, a suspeita compareceu no imóvel na noite de quarta. Com isso, policiais invadiram a residência, prenderam a mulher, apreenderam diversas drogas e eletrônicos, além de impedir que mais uma remessa de drogas fosse enviada.
“Por volta das 20h30, os policiais localizaram a mulher de posse de diversos materiais ilícitos. Foram apreendidas porções consideráveis de drogas conhecidas como maconha e cocaína, relógios inteligentes que funcionam como aparelhos celulares, celulares, carregadores e um drone profissional avaliado em aproximadamente R$ 39 mil”, informou a PCAP.
Após a prisão, agente apuraram que a mulher fazia parte de uma facção há cerca de 6 anos. A polícia pediu que o detento que chefia a operação logística seja transferido para outro presídio e que o suspeito tenha um regime disciplinar diferenciado.

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