Mulher que jogou filha do 5º andar era considerada “pessoa exemplar”

Após lançar a criança de 4 anos da janela, Fernanda Fernandes ateou fogo às cortinas do apartamento e pulou. Ela teve um surto meses atrás

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atualizado 24/05/2019 21:46

Suspeita de atirar a filha de 4 anos da janela do apartamento onde viviam, no 5º andar de um prédio em São Paulo, Fernanda Fernandes, de 29 anos, era considerada uma pessoa exemplar pela família e conhecidos. A mulher sempre chamou atenção pela inteligência. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Fernanda cursa geografia na concorrida Universidade de São Paulo (USP), onde foi integrante do Núcleo de Direito à Cidade. Também estagiou na Secretaria do Meio Ambiente do estado e assumiu uma monitoria no Parque de Ciências e Tecnologia da USP.

Fernanda, que também se jogou do 5º andar do prédio, responderá por incêndio e homicídio tentado. A menina sobreviveu, pois a queda foi amortecida por um carro que estava no estacionamento do edifício. Segundo a PM, mãe e filha foram socorridas ao Hospital das Clínicas. A criança teve ferimentos leves e a mãe estava inconsciente quando resgatada. Ela apresenta diversas fraturas e seu estado é considerado grave.

Surto
A mulher teve um “surto” ao visitar a mãe, há alguns meses. Durante o episódio, ela balançava a filha no colo, na varanda do sobrado da matriarca da família, e gritava “Jesus!” e frases desconexas.

Vizinha e amiga da família, Zina Dantas, de 57 anos, contou que viu Fernanda, alterada e vermelha, não atender aos pedidos da família para entregar a criança.

Segundo a vizinha, depois desse episódio, além do tratamento psicológico que já fazia, a mulher ficou internada por alguns dias.

“Ela é uma ótima mãe. Isso foi problema de cabeça. Ninguém podia imaginar”, disse a vizinha ao jornal paulista.

Agressão
Em 12 de fevereiro deste ano, Fernanda fez um boletim de ocorrência de violência doméstica e ameaça contra o ex-namorado Evandro Barbosa. Segundo Zina, os dois se davam bem e eram apegados à criança.

No documento policial, Fernanda afirma que o professor de música não aceitava o fim da relação, ocorrido em novembro de 2018. “Declara [Fernanda] que o autor [seu ex-companheiro] é violento e que diante da situação está se sentindo muito intimidada”, diz trecho do relato feito à polícia.

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