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Brasil

Mulher perde R$ 40 mil em golpe de ex-noivo: “Ele é muito eloquente”

Jovem disse que levaria moto da noiva ao conserto, mas passou a dizer que polícia levou o veículo. Furto aconteceu às vésperas do casamento

04/02/2022 15:25, atualizado 04/02/2022 20:43
Divulgação
Katia Katerine e o ex-noivo, Douglas Henrique

São Paulo – Antes de ficar a pé no casamento que planejava com o noivo, Katia Katerine Lourencio de Lima, 26 anos, diz que o rapaz lhe tomou seu único meio de transporte, uma moto Yamaha Fazer 250. O veículo foi furtado antes da cerimônia, que foi cancelada depois do sumiço dele.

A moto era avaliada em R$ 10 mil, comprada com a economia de anos trabalho na portaria de um condomínio da região de Votorantim, no interior de São Paulo. Em entrevista ao Metrópoles, Kátia relatou como o ex-noivo sumiu a poucos dias do casamento que planejavam.

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Casal ficou noivo no ano passado em Votorantim
Moto, avaliada em R$ 10 mil, foi levada por ex-noivo para suposto conserto
Noivo roubou moto de sua mulher e cancelou casamento
Katia Katerine e o ex-noivo, Douglas Henrique
Troca de mensagens entre os noivos
Noivo sumiu a dias de casamento e nunca devolveu moto da noiva
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Noivo sumiu a dias de casamento e nunca devolveu moto da noiva

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Casal ficou noivo no ano passado em Votorantim
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Casal ficou noivo no ano passado em Votorantim

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Moto, avaliada em R$ 10 mil, foi levada por ex-noivo para suposto conserto
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Moto, avaliada em R$ 10 mil, foi levada por ex-noivo para suposto conserto

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Noivo roubou moto de sua mulher e cancelou casamento
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Noivo roubou moto de sua mulher e cancelou casamento

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Katia Katerine e o ex-noivo, Douglas Henrique
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Katia Katerine e o ex-noivo, Douglas Henrique

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Troca de mensagens entre os noivos
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Troca de mensagens entre os noivos

Arquivo Pessoal
Ex-noivo disse que usaria cartão de crédito da noiva para comprar móveis para futura casa do casal
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Ex-noivo disse que usaria cartão de crédito da noiva para comprar móveis para futura casa do casal

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O rapaz desapareceu pouco depois do pai da noiva cobrar a devolução da moto Yamaha, que estava sumida desde meados de janeiro, quando o noivo falou que levaria o veículo para conserto em uma oficina.

Antes de sumir, o jovem alegou ao pai da noiva que a moto tinha sido apreendida pela polícia. Era uma história que a família considerou falsa. O pai da noiva chegou a exigir o comprovante de apreensão do veículo e de uma suposta multa.

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No entanto, o ex-companheiro saiu-se com outra desculpa: havia perdido o documento. Depois dessa cobrança, ele se afastou e sumiu da cidade.

“Ele inventou que a polícia havia apreendido a moto. Ele é muito eloquente. Sempre muito calmo”, afirmou Katia.

Denúncias contra o noivo

A noiva recebeu denúncias de que o ex-noivo teria repassado a moto para um agiota. Ela conta que o ex-noivo enviou mensagens por WhatsApp para pedir desculpas, dois dias depois do sumiço. Mas diz que ele nunca respondeu onde estava a moto. 

O casamento estava marcado para a última quarta-feira (02/02). A jovem também cobra que o ex-noivo lhe devolva, além da moto, cerca de R$ 10 mil que recebeu por Pix da mãe dela.

A transferência foi feita para que supostamente ele quitasse gastos no cartão de crédito (da ex-noiva), que ele havia contraído. Nem a dívida do cartão de crédito foi paga nem o dinheiro foi devolvido.

Ela diz que o ex-noivo também lhe deixou uma dívida de R$ 10 mil no cartão de crédito, além do prejuízo de cerca de R$ 7 mil com os preparativos do casamento que nunca aconteceu.

Dívida no cartão

A dívida no cartão de crédito, ele dizia, seria para comprar móveis para a futura residência do casal – algo que ela diz nunca ter ocorrido. Quando sumiu, o homem alegou à noiva que iria para a casa do pai em Minas Gerais, mas ela soube por amigos que ele se escondeu na cidade de Votorantim.

A história de amor do casal começou na cidade – ele era primo de uma amiga dela. Depois de pouco tempo de namoro, ficaram noivos. Katia diz que o noivo lhe pediu que solicitasse cartões de crédito, que ela diz então ter deixado com ele.

O antigo companheiro se dizia um investidor do mercado financeiro e Katia pediu demissão do emprego que tinha, em um condomínio de casas, para aprender com ele a operar.

Depois do sumiço do noivo, Katia fez queixa à Polícia Civil. O caso foi registrado como apropriação indébita na Delegacia de Votorantim.