Motta se pronuncia sobre megaoperação no RJ que deixou 64 mortos

Após operação mais letal do Rio presidente da Câmara relembra projetos aprovados na área sob o comando dele

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Hugo Motta
1 de 1 Hugo Motta - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A megaoperação contra o Comando Vermelho nesta terça-feira (28/10), que tornou-se a mais letal do Rio com 64 pessoas mortas, levou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a se manifestar em prol de projetos voltados à segurança pública na Casa.

Em nota publicada no X (ex-Twitter), Motta disse que acompanha “com atenção” a operação no Rio de Janeiro, que resultou na morte de quatro policiais, e reafirmou o compromisso com pautas de combate à violência.

Ele também citou que na presidência dele, a Câmara aprovou quase 30 matérias relacionadas à área, como o aumento da repressão contra organizações criminosas, criminalização do domínio de cidades e proteção dos agentes públicos envolvidos no combate ao crime organizado.

“Continuaremos focados em avançar nessas pautas”, escreveu Motta.

A megaoperação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital carioca. Entre os policiais assassinados, dois são militares e dois são civis.

Durante as ações, os criminosos contra-atacaram os cerca de 2,5 mil agentes que saíram às ruas com barricadas, drones, bomba e tiros. Até o momento, foram confirmadas 81 prisões.

Um dos presos foi Thiago Nascimento Mendes, conhecido como “Belão do Quintugo”. Ele é considerado o braço direito de Edgard Alves de Andrade, o Doca, apontado como um dos principais líderes do Comando Vermelho na região.

Castro cobra governo federal

Em coletiva de imprensa, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, criticou o governo federal ao falar sobre estar atuando “sozinho”, sem o apoio do Executivo federal, na operação.

Segundo Castro, ele teve três pedidos para o empréstimo de blindados negados pelo governo. “Tivemos pedidos negados três vezes. Para emprestar o blindado, tinha que ter GLO (Garantia da Lei e da Ordem), e o presidente (Lula) é contra a GLO. Cada dia é uma razão para não colaborar”, disse.

“Estamos sozinhos nessa luta hoje. É uma operação maior que a de 2010 e, infelizmente, desta vez, como ao longo deste mandato inteiro, não temos o auxílio de blindados nem agentes das forças federais de segurança e defesa”, afirmou.

Depois das reclamações públicas do governador, o Ministério da Justiça informou que tem atendido aos pedidos do governo do Rio de Janeiro na área de segurança pública.

“O Ministério da Justiça e Segurança Pública tem atendido, prontamente, a todos os pedidos do Governo do Estado do Rio de Janeiro para o emprego da Força Nacional no Estado, em apoio aos órgãos de segurança pública federal e estadual. Desde 2023, foram 11 solicitações de renovação da FNSP no território fluminense. Todas acatadas”, diz o texto.

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