Motta liga para Valdemar após operação da PF contra bolsonaristas

O líder do partido, Sóstenes Cavalcante, e o ex-líder da oposição, Carlos Jordy, foram alvos de operação contra supostos desvios de cota

atualizado

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Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta Republicanos PB, durante votação da cassação dos mandatos de Glauber Braga PSOL RJ e Carla Zambelli PL SP Metrópoles
1 de 1 Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta Republicanos PB, durante votação da cassação dos mandatos de Glauber Braga PSOL RJ e Carla Zambelli PL SP Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), conversou com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na manhã desta sexta-feira (19/12). Eles falaram ao telefone logo após a operação da Polícia Federal (PF) contra o líder da legenda na Casa, Sóstenes Cavalcante, e Carlos Jordy, realizada no dia seguinte à cassação dos mandatos de outros dois representantes da bancada da sigla, Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem.

Segundo interlocutores, Valdemar ligou para Motta no início da manhã. O presidente da Câmara falou em tom de solidariedade e afirmou ao cacique que está à disposição, inclusive colocando a equipe jurídica da Casa para atuar no caso, caso o PL ache necessário. Nos bastidores do Congresso, há uma cobrança para que o deputado defenda os pares de ofensivas da PF e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mas há um clima de insatisfação no PL quanto a Motta. O presidente da Câmara pautou um projeto de dosimetria para as penas dos envolvidos com o 8 de Janeiro, ao invés de uma anistia ampla, como queria a legneda bolsonarista. Depois, porque o parlamentar cassou, através da Mesa Diretora, os mandatos de Eduardo e de Ramagem.

Fontes indicam que, apesar do clima, a conversa entre Motta e Valdemar foi amistosa. O presidente do PL, dizem interlocutores, agradeceu o apoio e deve manter contato com o chefe da Câmara para discutir os próximos passos.

A PF deflagrou a Operação Galho Fraco com o objetivo aprofundar as investigações sobre o desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares. Os alvos de busca e apreensão são os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, No início da ação, porém, foi aventado que o motivo seriam eventuais irregularidades sobre as emendas parlamentares.

A PF cumpriu sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Rio de Janeiro (RJ). Os parlamentares do PL tiveram os celulares apreendidos durante a operação. Também foi apreendida grande quantidade de dinheiro em espécie, sendo R$ 430 mil com Sóstenes, em seu quarto de hotel.

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