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Brasil

Morre pai de vítima da Covid que fincou cruzes em praia do Rio

Márcio chegou a ser um dos convidados a depor na CPI da Covid, do Senado. Seu filho morreu aos 25 anos, em abril de 2020, devido ao vírus

04/10/2022 17:12, atualizado 04/10/2022 19:15
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Reprodução/Redes
foto colorida de homem fincando cruz de madeira preta na areia da praia de Copacabana

Morreu, aos 48 anos, Márcio Antônio do Nascimento Silvano, o homem que viralizou em 2020 ao fincar cruzes de madeira na praia de Copacabana em um ato em memória às vítimas da Covid-19. Márcio perdeu o filho de 25 anos para o vírus no auge da pandemia.

Coordenador Censitário do IBGE da Subárea de Inhaúma, o homem morreu no Rio de Janeiro, após dias internado com problemas no coração. O enterro estava previsto para a tarde desta terça-feira (4/10).

Márcio chegou a ser um dos convidados a depor na CPI da Covid, do Senado. Seu filho, Hugo Dutra do Nascimento, morreu em abril de 2020. O jovem, que não integrava o grupo de risco, ficou 16 dias internado e não resistiu ao vírus.

No mesmo ano, a ONG Rio de Paz abriu 100 covas, com cruzes, na areia da praia de Copacabana para pressionar ações sanitárias do governo federal contra a Covid. Após a ação, um homem derrubou as cruzes, e Márcio, então, as fincou novamente.

“Meu nome é Márcio. Pai do Hugo, que faleceu aos 25 anos de Covid 19. Só queria dizer que a dor do pai é muito grande. É ter que conviver todo o dia com essa dor, com os pensamentos. Tentar lidar com estes pensamentos”, disse o homem em gravação. Na época, ele pediu respeito à manifestação e à “dor dos outros”.

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