Morre Nilcea Freire, ex-ministra da Mulher no governo Lula

Médica e professora, ela lutava contra um câncer. Deixa dois filhos e três netas

atualizado 29/12/2019 11:41

EBC

A ex-ministra Nilcea Freire morreu nesse sábado (28/12/2019), aos 66 anos, no Rio de Janeiro. Médica, professora, pesquisadora e ex-reitora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Nilcea foi secretária Especial de Políticas para as Mulheres do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre 2004 e 2011.

Nilcea lutava contra um câncer. Ela deixa dois filhos e três netas. Entre suas ações no governo, destacam-se a Lei Maria da Penha, a criação do Ligue 180 (canal de denúncias) e o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.

Foi responsável pela realização da 1ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que teve como um dos resultados o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres.

Repercussão

Na manhã deste domingo (29/12/2019), amigos e políticos lamentaram a morte de Nilcea por meio das redes redes sociais. “Meus sentimentos à família, amigos/as e admiradores/as da nossa grande guerreira Nilcea Freire, que nos deixou na noite deste sábado”, escreveu a deputada e a ex-ministra Benedita da Silva no Twitter.

A atriz e produtora Tássia Camargo também lamentou a morte. “Recebo a triste notícia da morte da grande amiga, mulher guerreira. Agradeço esta querida pelo carinho que sempre teve por mim. Claro, eu por ela. Realizou tantas coisas importantes para as mulheres, para o país. Minha amiga querida, descanse em paz e até”, publicou.

O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou nota pública. “Nilcea Freire fez do Brasil uma liderança na área de políticas públicas para mulheres, tornando-se referência. Como secretária, realizou a 1ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que reuniu mais de 120 mil mulheres de todo o país”, destaca trecho do texto.

A ex-ministra foi a primeira mulher reitora de uma universidade pública no estado do Rio de Janeiro. Ex-militante do PCB (Partido Comunista Brasileiro), foi ameaçada por órgãos de repressão durante a ditadura militar e viveu exilada no México, de 1975 a 1977.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) pontuou o papel de Nilcea no ativismo brasileiro. “Sem palavras para a notícia da morte da querida Nilcea Freire. Triste demais saber que partiu tão cedo. Sempre fez parte das fileiras daqueles que não se acomodam com as injustiças do mundo. Foi ministra das Mulheres, ativista, sempre atuante na causa feminista. Muita falta”, assinalou no Twitter.

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