Morre, aos 78 anos, Sebastião Tapajós, um dos maiores violonistas brasileiros

Músico paraense foi hospitalizado no início da noite de sábado, com sintomas típicos de infarto e falta de ar

atualizado 03/10/2021 9:42

O violonista Sebastião Tapajós, 78 anos, um dos maiores violonistas brasileiros, morreu este sábado (2/10), em Santarém (PA), cidade ontem nasceu. Ele foi hospitalizado no início da noite, com sintomas típicos de infarto e falta de ar. Médicos tentaram reanimá-lo, no entanto, ele não resistiu.

Sebastião Tapajós é consagrado em casas de espetáculos de todo o mundo. Lançou diversos LPs e tocou com artistas como Hermeto Pascoal, Jane Duboc, Waldir Azevedo, Paulo Moura, Sivuca e Maurício Einhorn. Também se apresentou com estrelas internacionais como Gerry Mulligan, Paquito D’Rivera, Astor Piazzolla e Oscar Peterson.

Músico excepcional, começou a tocar profissionalmente aos 10 anos no conjunto de baile Os Mocorongos. O pai foi o primeiro professor de violão. Depois disso, passou a estudar música na capital paraense, Belém, além de Rio de Janeiro e Lisboa, onde se  formou pelo Conservatório Nacional de Música.

Ao voltar ao Brasil, morou no Rio de Janeiro, onde lançou o primeiro LP solo, “Violão e Tapajós”, pela Philips.

Em 1971, com Paulinho da Viola e Maria Bethânia, Sebastião Tapajós participou da turnê pela Europa que rendeu o lendário LP Nova Bossa Nova, de 1972.

Lançou, ainda, “Guitarra Fantástica” (1974, que levou o prêmio do Disco Estrangeiro Mais Vendido no Ano pela RCA da Alemanha), “Guitarra Latina” (1975), “Terra” (1976), “Clássicos da América do Sul” (1977), “Guitarra & amigos” (1977) e “Xingu” (1979).

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