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Brasil

Morre, aos 75 anos, a "Mulher de Branco", musa da bossa nova

Anamaria Teixeira de Carvalho, além de inspirar canção, se tornou uma figura icônica ao vagar pelas ruas do Rio com roupas brancas

04/08/2023 15:59, atualizado 04/08/2023 17:11
Reprodução / Redes sociais
Imagem em preto e Branco mostra Anamaria e MArcos Vale - Metrópoles

Morreu, na cidade do Rio de Janeiro, Anamaria Teixeira de Carvalho, aos 75 anos. Uma das musas da bossa nova, ela passou a ser conhecida como a “Mulher de Branco” por se vertir apenas de branco e se tornar uma andarilha pelas ruas de Ipanema, após deixar a carreira musical.

Nascida em 1947, era filha do radialista Luis de Carvalho. A musa inspirou a canção Os Grilos (Crickets Sing for Anamaria), de Marcos Valle, com quem foi casada de 1965 a 1969. Por meio do Instagram, o cantor disse que entrou em contato com um irmão de Anamaria, que confirmou a morte, ocorrida nessa quinta-feira (3/8).

“Anamaria e eu fomos casados por 4 anos, ainda muito jovens. Nós nos casamos quando eu tinha 21 e ela, 19 anos. Ela era uma mulher/menina de personalidade forte, alegre , muito justa e amorosa. Fomos felizes durante esse tempo, tanto no Brasil, quanto viajando pelo mundo”, comentou.

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Anamaria cresceu no meio artístico do Rio de Janeiro, na década de 70. Além de ter se casado com o compositor Marcos Valle, ela foi vizinha de Tom Jobim, compositor de Garota de Ipanema, e ajudou a divulgar a bossa nova pelo mundo.

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“Fui vizinha do Tom Jobim no Leblon e em Los Angeles. Eu nunca compus, mas ele me mostrava tudo que ele fazia. Eu conheci o Marcos Valle em uma reunião em Ipanema, quando eu era solteira. Nós nos conhecemos e seis meses depois estávamos casados. Ficamos juntos por quatro anos e cantávamos muito”, disse ao portal G1, em 2013.

Ela se tornou um ícone ao vagar pelas ruas do Rio com roupas brancas. Na entrevista, ela comentou que cor expressava o luto pela morte da avó. “Eu me vestia de branco porque minha avó tinha falecido e o branco é o luto japonês. Embora eu não seja japonesa, eu não quis usar preto naquela época”, disse.

A vida de Anamaria foi contada por um documentário dirigido jornalista Chico Canindé. O filme “Anamaria – A Mulher de Branco de Ipanema” tem 32 minutos de duração. Assista ao filme aqui.