Morre 2º filho gêmeo de mulher que faleceu após ser liberada de hospital
Caso aconteceu em Porangatu (GO). Hospital informou que deve abrir uma sindicância para investigar as circunstâncias do atendimento

Goiânia – Morreu o segundo bebê da gestante Adriana Inácio Silva, de 43 anos, que faleceu após ser atendida em unidades de saúde de Porangatu, no norte goiano. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (14/9).
Adriana estava grávida de gêmeos e, inicialmente, após passar mal procurou atendimento no Hospital Municipal de Porangatu. Segundo a família, a gestante apresentava dores, enjoo e outros sintomas. Ela recebeu atendimento e foi liberada após receber medicação.
Ainda conforme os familiares, a mulher retornou à unidade de saúde na terça-feira (8/9), relatando que continuava passando mal e que não sentia os movimentos dos bebês. Ela foi encaminhada ao Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), onde chegou em estado grave.

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Ver todasCesariana de emergência
No HCN, Adriana foi submetida a uma cesariana de emergência. Um dos bebês foi retirado sem vida. O segundo nasceu com vida, mas precisou ser internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA mãe também foi encaminhada à UTI após o procedimento, mas morreu na quinta-feira (10/9). De acordo com a família, ela teria sofrido complicações associadas à pré-eclâmpsia e à síndrome de HELLP, condição grave que pode ocorrer durante a gestação e envolve alterações na pressão arterial, no fígado, nas plaquetas e na coagulação.
O segundo bebê permaneceu internado, mas não resistiu às complicações e morreu posteriormente. As informações sobre a causa da morte da criança ainda não foram detalhadas.
Investigação apura atendimento
A Secretaria Municipal de Saúde de Porangatu informou que instaurou uma sindicância administrativa para apurar as circunstâncias do atendimento prestado à gestante no Hospital Municipal.
O órgão também solicitou à organização responsável pela gestão da unidade documentos, registros médicos e esclarecimentos sobre o caso. A apuração deverá verificar a conduta adotada durante os atendimentos e se houve eventual falha na assistência.
A morte de Adriana e dos dois bebês também é acompanhada pela Polícia Civil, que deverá investigar as circunstâncias do caso. Até o momento, não há conclusão oficial sobre eventual responsabilidade criminal.



