Moraes se reúne com defesa de Bolsonaro antes de decidir sobre prisão
Ministro deve determinar se mantém ou prorroga prisão domiciliar do ex-presidente. Blitz apreendeu pistola de Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes vai receber, nesta terça-feira (30/6), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes de decidir se mantém a prisão domiciliar humanitária ou revoga o benefício após a apreensão de uma arma de fogo do ex-chefe do Executivo.
O prazo inicial de 90 dias da prisão domiciliar acabou na última quinta-feira.
A arma de Bolsonaro foi apreendida com um militar do Exército durante uma blitz da Polícia Militar no Distrito Federal, como mostrou o Metrópoles, na coluna de Mirelle Pinheiro.

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Ver todasMoraes afirmou que Bolsonaro comete “falta grave” ao ter uma arma de fogo durante a prisão domiciliar humanitária e apontou que a Lei de Execução Penal prevê punições para o descumprimento das normas, como a revogação da prisão domiciliar.
Em manifestação enviada ao STF no sábado, os advogados negaram a “falta grave” e pediram que Bolsonaro seja mantido em casa para o cumprimento da pena.
Prisão domiciliar
Condenado a a pena de 27 anos e 3 meses por liderar uma tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro foi para a prisão domiciliar em 27 de março para prosseguir tratamento de saúde após broncopneumonia bacteriana bilateral.
Moras solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre a manutenção da prisão, tendo em vista a apreensão da arma de Bolsonaro. O órgão emitiu parecer e informou que vai aguardar conclusão do inquérito para avaliar se houve “falta grave disciplinar”.
Segundo os advogados, o armamento foi retirado da residência apenas para ser encaminhado a reparo depois que Bolsonaro constatou uma falha mecânica. Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o ex-presidente afirmou que não poderia permanecer desarmado porque mora com três mulheres.








