Moraes mantém prisão preventiva do general Braga Netto

Ministro Alexandre de Moraes pontuou que há evidências da participação do general em uma tentativa de golpe de Estado

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

© Fernando Frazão/Agência Brasil
Imagem colorida, Braga Netto - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida, Braga Netto - Metrópoles - Foto: © Fernando Frazão/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu manter a prisão preventiva do general Walter Souza Braga Netto em despacho assinado na tarde desta quarta-feira (6/8).

Na decisão, Moraes afirmou que não há novos elementos na ação penal que justifiquem a soltura. Braga Netto é réu por participação na suposta trama golpista que visava manter Jair Bolsonaro (PL) no poder.

“Novamente, no caso específico, ressalto que estão presentes os requisitos do art. 312 em relação a Walter Souza Braga Netto, o que justifica a manutenção da custódia cautelar para assegurar a aplicação da lei penal e resguardar a ordem pública, em face do de perigo gerado pelo estado de liberdade do custodiado e dos fortes indícios da gravidade concreta dos delitos imputados”, decidiu o ministro.

Os advogados do general argumentam que a situação dele é semelhante à de Bolsonaro, que, até então, estava submetido a medidas cautelares antes da decretação da prisão domiciliar. Na ocasião, Moraes decidiu impor o uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições ao ex-presidente — providência que, segundo a defesa no pedido, poderia ser replicada em favor do general.

Moraes, entretanto, rebateu, afirmando que a situação de ambos é diferente. “Diversamente do alegado pela defesa, a situação fática do réu Walter Souza Braga Netto é diferente de Jair Messias Bolsonaro, uma vez que os fundamentos para a manutenção da custódia cautelar são específicos às condutas do requerente”, pontuou.

“Inviável, portanto, a alegação defensiva para a concessão da liberdade provisória com fundamento no princípio da isonomia, uma vez que há indícios da participação do requerente na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático”, completou Moraes.

O despacho do ministro vai ao encontro da análise do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que defendeu a manutenção da prisão por entender que não houve mudanças no curso do processo que justifiquem a soltura do general, preso desde dezembro do ano passado.

Não é a primeira vez que a defesa solicita o fim da prisão do general do Exército. Em maio, os advogados de Braga Netto fizeram pedido no mesmo sentido, que foi prontamente negado por Moraes.

Moraes mantém prisão preventiva do general Braga Netto - destaque galeria
6 imagens
Braga Netto estava preso preventivamente desde dezembro de 2024
O general Braga Netto
Moraes: Braga Netto usou técnicas "militares e terroristas" em trama golpista
STF: defesa de Braga Netto pede absolvição e aplicação do voto de Fux
General Braga Netto está preso em uma unidade do Exército no Rio de Janeiro desde dezembro de 20224
Braga Netto em depoimento
1 de 6

Braga Netto em depoimento

Reprodução TV Justiça
Braga Netto estava preso preventivamente desde dezembro de 2024
2 de 6

Braga Netto estava preso preventivamente desde dezembro de 2024

Reprodução TV Justiça
O general Braga Netto
3 de 6

O general Braga Netto

Igo Estrela/Metrópoles
Moraes: Braga Netto usou técnicas "militares e terroristas" em trama golpista
4 de 6

Moraes: Braga Netto usou técnicas "militares e terroristas" em trama golpista

Rafaela Felicciano/Metrópoles
STF: defesa de Braga Netto pede absolvição e aplicação do voto de Fux
5 de 6

STF: defesa de Braga Netto pede absolvição e aplicação do voto de Fux

Igo Estrela/Metrópoles
General Braga Netto está preso em uma unidade do Exército no Rio de Janeiro desde dezembro de 20224
6 de 6

General Braga Netto está preso em uma unidade do Exército no Rio de Janeiro desde dezembro de 20224

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Participação em plano golpista

Ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, o general Walter Braga Netto está preso desde dezembro por decisão de Moraes. Ele é acusado de tentar interferir na delação do tenente-coronel Mauro Cid e de ter atuado como um dos articuladores do plano golpista que visava impedir a posse de Lula.

Em março, o STF aceitou a denúncia apresentada pela PGR, tornando o general réu por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano ao patrimônio público e organização criminosa. As penas somadas podem ultrapassar 40 anos de prisão.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?