Moraes determinou plantão de médicos 24 horas em prisão de Bolsonaro
Ministro do STF estabeleceu que médicos fiquem em tempo integral e em esquema de plantão na superintendência da PF, onde ex-presidente está

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou acompanhamento médico de 24 horas por dia no local de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal. A ordem está na decisão da prisão, cumprida na manhã deste sábado (22/11) pela PF.
No documento, Moraes determinou que médicos fiquem em tempo integral e em esquema de plantão na superintendência da PF à disposição do ex-presidente. Nos últimos dias, aliados vinham falando sobre a saúde do ex-presidente, de que haveria uma piora em sua “crise de soluços, “vômitos” e “refluxos”.
O seu filho mais velho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), chegou a pedir uma vigília pela saúde do pai em frente ao condomínio onde ele cumpria prisão domiciliar, no Jardim Botânico, em Brasília (DF), a partir deste sábado (22/11). A PF chegou na casa do ex-presidente por volta das 6h da manhã. Ele foi então levado para uma cela na superintendência da PF, onde ficará preso preventivamente.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasA prisão de Bolsonaro é preventiva, ou seja, ainda não se trata do cumprimento da pena à qual o ex-presidente foi condenado no inquérito do golpe. O ex-mandatário foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado.
O político estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto deste ano. A prisão na PF foi decretada devido ao descumprimento de medidas cautelares.
Condenação
Bolsonaro foi condenado após julgamento que terminou em 11 de setembro. Os ministros da Primeira Turma, por 4 votos a 1, consideraram que o ex-presidente chefiou uma organização criminosa armada, tentou abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, praticou golpe de Estado e causou danos a patrimônio da União e tombado.
Além da pena de prisão, o colegiado tornou Bolsonaro inelegível. O ex-presidente já estava inelegível desde junho de 2023, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o condenou por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Essa punição já o impedia de disputar eleições até 2030.
No entanto, com a nova condenação no STF, o prazo de inelegibilidade foi ampliado: Bolsonaro só poderia voltar a disputar eleições em 2060, já que a restrição passaria a valer após o término da pena. Na prática, ele ficará afastado da política eleitoral por mais de três décadas.


