Moraes cita Ramagem e Silvinei para justificar prisões domiciliares

Polícia Federal (PF) realizou, neste sábado (27/12), mandados de prisão domiciliar contra dez condenados no caso da trama golpista

atualizado

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Foto: Nelson Jr./SCO/STF
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou a fuga do ex-deputado condenado Alexandre Ramagem e a tentativa de sair do país do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques como argumento para decretar, neste sábado (27/12), as prisões domiciliares de mais dez réus da trama golpista que ainda não estavam presos.

Na decisão, o ministro faz a seguinte observação: “O modus operandi da organização criminosa condenada pelo Supremo Tribunal Federal indica a possibilidade de planejamento e execução de fugas para fora do território nacional, como feito pelo réu Alexandre Ramagem, inclusive com a ajuda de terceiros, conforme destacado pela Polícia Federal”.

Em outro trecho do documento, Moraes acrescenta: “A mesma estratégia de evasão do território nacional também se verificou em relação ao corréu Silvinei Vasques. Diligências in loco realizadas pela Polícia Federal indicam a efetivação de sua fuga, uma vez que o réu não se encontrava em seu apartamento no momento da diligência, em violação à medida cautelar de recolhimento domiciliar noturno”.

A Polícia Federal (PF) realizou, neste sábado, mandados de prisão domiciliar contra o ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) Filipe Martins, o major da reserva do Exército Ângelo Denicoli, a ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça Marília Ferreira de Alencar e Carlos Rocha Moretzsohn, presidente do Instituto Voto Legal (IVL), condenado apenas pelos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Nessa sexta-feira (26/12), Silvinei  foi detido pela polícia do Paraguai enquanto tentava fugir rumo a El Salvador, usando um passaporte falso para tentar enganar as autoridades. Vasques ainda teria apresentado um documento alegando ter câncer, o que o impediria de se comunicar.

Ele foi entregue pela Justiça do Paraguai às autoridades brasileiras neste sábado e desembarca em Brasília, onde deve cumprir pena, mesmo local em que Anderson Torres, ex-ministro da Justiça no governo Bolsonaro, cumpre pena após também ser condenado no julgamento da trama golpista.

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