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Ministro diz que há uma tentativa de fabricar escândalos no caso do CV

Silvio Almeida, dos Direitos Humanos, falou que a oposição não tem “compromisso com a verdade” no caso das visitas de esposa de líder do CV

atualizado

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Clarice Castro/Ascom MDHC
Imagem de Silvio Almeida, ministro dos Direitos Humanos e Cidadania MDHC do governo Lula
1 de 1 Imagem de Silvio Almeida, ministro dos Direitos Humanos e Cidadania MDHC do governo Lula - Foto: Clarice Castro/Ascom MDHC

O ministro Silvio Almeida, dos Direitos Humanos e Cidadania, afirmou que a extrema-direita não está comprometida com a “verdade” ou o “combate ao crime organizado”, em referência ao caso de Luciane Barbosa Farias, conhecida como a “dama do tráfico amazonense” e esposa de um líder do Comando Vermelho (CV) no Amazonas, ter sido recebida em reuniões da pasta dele e do Ministério de Justiça e Segurança Pública.

“Os próceres da extrema-direita brasileira não têm compromisso com a verdade nem com Brasil; não têm compromisso com o combate ao crime organizado; se valem de distorções para difamar, caluniar e destruir as conquistas do povo brasileiro”, escreveu Almeida no X (antigo Twitter), nesta quarta-feira (15/11).

“Há também por trás disso a tentativa generalizada, por parte de extremistas de direita, de a todo momento fabricar escândalos e minar a reconstrução da política de direitos humanos, uma vez que só conseguem oferecer ao país caos e destruição”, continuou.

O ministro disse ser “evidente que estes ataques difamatórios, claramente coordenados, têm como alvo central o corajoso trabalho” de Flávio Dino, titular da pasta da Justiça e Segurança Pública. “A ele manifesto minha solidariedade e justa admiração”, disse Almeida.

Além das idas aos ministérios, Luciane foi recebida por parlamentares no Congresso. Ela é esposa de Clemilson dos Santos Farias, o “Tio Patinhas”, e nas redes sociais, se apresenta como defensora da luta pelos direitos dos presos do sistema carcerário amazonense.

Sobre a visita à pasta dos direitos humanos, Silvio disse que “o Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura do Amazonas tem regulamentação própria e está administrativamente vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado do Amazonas”.

Dino já se pronunciou sobre o caso nas redes sociais, tendo afirmado que não recebeu, no ministério, “líder de facção criminosa, ou esposa, ou parente, ou vizinho”. Na terça-feira (14/11), o titular destacou que iria recorrer à Justiça por ter sido alvo de mentiras: “Além de criminosos, são ridículos”.

Apoio de Lula e autoridades

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu em defesa de Dino. Lula afirmou que os ataques têm sido “artificialmente plantados” e “criminosos”. “Nós reiteramos: não haverá recuos diante de criminosos e seus aliados, estejam onde estiverem, sejam eles quem forem”, ressaltou.

“Ele já disse e reiterou que jamais encontrou com esposa de líder de facção criminosa. Não há uma foto sequer, mas há vários dias insistem na disparatada mentira”, disse o petista.

Paulo Pimenta, ministro da Secretaria de Comunicação (Secom), falou em “apoio e solidariedade ao ministro Flávio Dino”, além de apontar “as digitais dos milicianos e seus aliados”.

“Todo apoio ao ministro Flávio Dino”, escreveu a ministra Sonia Guajajara, dos Povos Indígenas.

Advogado-geral da União, Jorge Messias falou que Dino é “vítima de injustas e infundadas acusações. A verdade, além de libertar, sempre acaba prevalecendo”.

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