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Brasil

Ministério da Saúde mantém intervalo de 12 semanas para a AstraZeneca

O ministério enfrenta problemas no recebimento de unidades da AstraZeneca, imunizante produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

15/09/2021 20:53
Joaquin Gomez Sastre/NurPhoto via Getty Images
Vacina AstraZeneca

A recomendação de intervalo de 12 semanas para aplicação da segunda dose da vacina AstraZeneca será mantida. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde, na noite desta quarta-feira (15/9). Apenas a vacina da Pfizer teve prazo alterado por recomendação da pasta.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou, em agosto deste ano, que o intervalo entre as doses de Pfizer e AstraZeneca mudaria de 12 para oito semanas, a partir da segunda quinzena de setembro.

Problemas no recebimento

O ministério enfrenta problemas no recebimento de unidades da AstraZeneca, imunizante produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

No fim de agosto, a Fiocruz informou que iria interromper a entrega de vacinas ao Plano Nacional de Imunizações (PNI) por duas semanas, devido ao atraso na chegada de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da China.

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A remessa de imunizantes só foi normalizada na tarde de terça-feira (14), quando o laboratório enviou 1,7 milhão de doses ao governo federal. A expectativa é que um total de 15 milhões de vacinas produzidas pela farmacêutica sejam enviadas ao Ministério da Saúde até o fim de setembro.

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“Mistura de doses”

Nesta semana, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) enviou um ofício ao Ministério da Saúde no qual pede que o governo autorize “imediatamente as unidades federadas a adoção do esquema heterólogo na vacinação contra a Covid em situações de indisponibilidade objetiva do esquema homólogo”.

O Conass ressalta que o pedido tem “em vista as recentes dificuldades observadas em diversas unidades da Federação de disponibilidade da vacina AstraZeneca para a realização da segunda dose”.

Ministério da Saúde já informou que não recomenda a combinação de vacinas contra a Covid-19 para nenhum público. Na prática, a orientação é de que estados e municípios não utilizem vacinas de laboratórios diferentes para completar o esquema vacinal dos pacientes.