Militares inativos e pensionistas podem custar R$ 703,8 bi ao país
A conta foi calculada pela primeira vez após o TCU vencer uma queda de braço contra as Forças Armadas que durou três anos

O Tesouro Nacional divulgou seu Relatório Contábil nesta quinta-feira (10/6) e revelou que, se o governo tivesse que pagar todos os benefícios futuros de militares ativos e inativos das forças armadas, a conta sairia por R$ 703,8 bilhões.
Chamado de déficit atuarial, a conta foi calculada pela primeira vez após o Tribunal de Contas da União (TCU) ter conseguido vencer uma queda de braço contra as Forças Armadas que durou três anos. As tropas se recusavam a contar seus custos beneficiários com a previdência.

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Ver todasAtualmente, são 369,4 mil militares na ativa, 162,9 mil inativos e 199,9 mil pensionistas, de acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022. Mesmo com o aumento da contribuição dos militares, de 7,5% para 10,5%, a arrecadação não é o suficiente para fechar as futuras contas.
Ainda segundo o relatório publicado pelo Tesouro, somente os benefícios que serão pagos a militares da reserva ou reformados devem custar R$ 405,8 bilhões aos cofres públicos. Desse total, R$ 152,9 bilhões são de benefícios a conceder e R$ 252,9 bilhões de remunerações já concedidas. Enquanto isso, as pensões concedidas ou a conceder geram um custo de mais R$ 298 bilhões.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO Tesouro ainda não inclui os valores do passivo atuarial no balanço da União em relação ao INSS. De acordo com as normas internacionais, essa não é uma dívida do governo.
Apesar disso, o órgão prevê um déficit previdenciário de 3,50% do Produto Interno Bruto (PIB), podendo chegar a até 8,67% do PIB em 2060.



