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Brasil

Militar do Egito agradece cooperação com o Brasil

Declaração do militar egípcio aconteceu durante evento em Brasília que lembrou o início da Guerra do Yom Kippur entre Egito, Síria e Israel

17/10/2026 09:37
Reprodução
Adido de Defesa do Egito em Brasília, coronel Ahmed Salah

O adido de Defesa do Egito em Brasília, coronel Ahmed Salah, agradeceu a cooperação do Brasil em assuntos bilaterais. A declaração do militar egípcio foi feita nesta sexta-feira (16/10), durante evento realizado em Brasília, que reuniu embaixadores e adidos militares brasileiros e de outros países que mantêm parcerias com o Egito.

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Brasil e Egito possuem relações históricas que foram aprofundadas através dos Brics, bloco de nações emergentes originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Desde 2023, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã formalizaram a entrada no bloco como membros plenos.

“Expressos meus sinceros agradecimentos e apreço ao país anfitrião pela abertura, pela total transparência e pela determinação em alcançar nossos objetivos compartilhados, bem como em promover a cooperação exemplar entre nossas duas nações”, afirmou Salah ao falar sobre a relação com o Brasil.

A fala do militar aconteceu em evento que relembrou o 53º aniversário do Dia das Forças Armadas Egípcias. No Egito, a data é considerada feriado nacional e celebra o início da Guerra do Yom Kippur. Iniciado em 1973, o conflito no Oriente Médio envolveu Egito, Síria e Israel.

À época, forças egípcias e sírias lançaram um ataque surpresa contra posições israelenses, que abriu o caminho para o Egito retomar a Península do Sinai — que havia sido perdida durante a Guerra dos Seis Dias em 1967.

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Na cerimônia, o coronel também comentou sobre a recente instabilidade no Oriente Médio, que convive com conflitos e ondas de violência na Faixa de Gaza, Líbano, Irã e países do Golfo

Para Salah, a atual situação obriga a comunidade internacional a “abordar questões comuns de maneira responsável“.

“Devemos trabalhar para restaurar a segurança e a estabilidade regionais e atender às necessidades de segurança, sob uma perspectiva abrangente, respeitando, ao mesmo tempo, as características singulares de cada sociedade e povo, e rejeitando qualquer interferência nos assuntos internos dos Estados, independentemente dos pretextos utilizados”, declarou.