Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Militar diz ao STF que nunca fumou maconha: "Não fiz nada de errado"

O tenente-coronel do Exército Hélio Ferreira afirmou ao STF que é inocente e nunca monitorou nenhuma autoridade ou ministro para prisão

28/07/2025 16:25, atualizado 28/07/2025 18:27
Reprodução
Foto colorida do Coronel Hélio Ferreira Lima - Metrópoles

O tenente-coronel do Exército Hélio Ferreira Lima, preso desde novembro de 2024 como um dos “kids pretos” responsáveis por monitorar autoridades, disse ao Supremo Tribunal Federal (STF) que é inocente. “Não segui ninguém, não fiz absolutamente nada disso”, afirmou em interrogatório como réu do núcleo 3 de trama golpista.

Na conclusão do interrogatório, Hélio Ferreira agradeceu ao juiz auxiliar de Alexandre de Moraes, Rafael Henrique Tamai, pela oportunidade de falar. E frisou que nunca se envolveu em crimes. Ressaltou ter morado em um famoso complexo do Rio de Janeiro e nunca ter pegado em um cigarro de maconha.

“Nasci e tive parte da minha criação num complexo famoso do Rio de Janeiro e nunca peguei num cigarro de maconha, nunca fiz nada de errado. Escolhi ser um soldado do Estado”, disse.

O militar ainda disse estar triste pelas acusações contra ele. “A maior dor que sinto é ver parte do Estado tentando me transformar num criminoso. Uma escolha que fiz lá atrás de não cometer crimes”, frisou. Veja vídeo:

Ao concluir sua fala ao STF, o militar pediu que sua vida pregressa como oficial fosse levada em consideração. Ao final da fala, bateu continência.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Kids pretos

  • Esse núcleo, dos chamados “kids pretos”, forças especiais militares, é composto por nove militares de alta patente e um agente da Polícia Federal (PF) acusados de atacar o sistema eleitoral e articular ações que criaram as condições para a ruptura institucional — entre elas, um plano para assassinar autoridades que pudessem resistir ao golpe.
  • Os 10 integrantes do núcleo são ouvidos nesta segunda-feira (28/7), por videoconferência.
  • Ao tratar da chamada Operação Luneta, que era uma planilha com o detalhamento tático, que incluía análise de riscos e avaliação de ambiente, Hélio Ferreira afirmou ao STF que o cenário não é como o descrito pela Polícia Federal. No indiciamento, a PF atribui a Hélio o plano para realizar a prisão de “juízes supremos considerados geradores de instabilidade”.
  • Ao STF, o militar responde à pergunta: “Isso tudo foi um cenário hipotético?”. E ele responde: “Sim. Totalmente hipotético. Você falou sobre algum tipo de ação contra ministro — ele [o cenário] não fala nada em eliminar ninguém. Não tem nada de ilegal, na verdade. É todo amparado em normas legais”, informou ao STF durante interrogatório.

Os réus do núcleo 3 respondem por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado por violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, além de deterioração de bem tombado.