Militar diz ao STF que nunca fumou maconha: “Não fiz nada de errado”

O tenente-coronel do Exército Hélio Ferreira afirmou ao STF que é inocente e nunca monitorou nenhuma autoridade ou ministro para prisão

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1 de 1 Foto colorida do Coronel Hélio Ferreira Lima - Metrópoles - Foto: Reprodução

O tenente-coronel do Exército Hélio Ferreira Lima, preso desde novembro de 2024 como um dos “kids pretos” responsáveis por monitorar autoridades, disse ao Supremo Tribunal Federal (STF) que é inocente. “Não segui ninguém, não fiz absolutamente nada disso”, afirmou em interrogatório como réu do núcleo 3 de trama golpista.

Na conclusão do interrogatório, Hélio Ferreira agradeceu ao juiz auxiliar de Alexandre de Moraes, Rafael Henrique Tamai, pela oportunidade de falar. E frisou que nunca se envolveu em crimes. Ressaltou ter morado em um famoso complexo do Rio de Janeiro e nunca ter pegado em um cigarro de maconha.

“Nasci e tive parte da minha criação num complexo famoso do Rio de Janeiro e nunca peguei num cigarro de maconha, nunca fiz nada de errado. Escolhi ser um soldado do Estado”, disse.

O militar ainda disse estar triste pelas acusações contra ele. “A maior dor que sinto é ver parte do Estado tentando me transformar num criminoso. Uma escolha que fiz lá atrás de não cometer crimes”, frisou. Veja vídeo:

Ao concluir sua fala ao STF, o militar pediu que sua vida pregressa como oficial fosse levada em consideração. Ao final da fala, bateu continência.


Kids pretos

  • Esse núcleo, dos chamados “kids pretos”, forças especiais militares, é composto por nove militares de alta patente e um agente da Polícia Federal (PF) acusados de atacar o sistema eleitoral e articular ações que criaram as condições para a ruptura institucional — entre elas, um plano para assassinar autoridades que pudessem resistir ao golpe.
  • Os 10 integrantes do núcleo são ouvidos nesta segunda-feira (28/7), por videoconferência.
  • Ao tratar da chamada Operação Luneta, que era uma planilha com o detalhamento tático, que incluía análise de riscos e avaliação de ambiente, Hélio Ferreira afirmou ao STF que o cenário não é como o descrito pela Polícia Federal. No indiciamento, a PF atribui a Hélio o plano para realizar a prisão de “juízes supremos considerados geradores de instabilidade”.
  • Ao STF, o militar responde à pergunta: “Isso tudo foi um cenário hipotético?”. E ele responde: “Sim. Totalmente hipotético. Você falou sobre algum tipo de ação contra ministro — ele [o cenário] não fala nada em eliminar ninguém. Não tem nada de ilegal, na verdade. É todo amparado em normas legais”, informou ao STF durante interrogatório.

Os réus do núcleo 3 respondem por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado por violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, além de deterioração de bem tombado.

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