Michelle diz que prioridade é cuidar de Bolsonaro: “Política zero”
Michelle conversou com a imprensa após seu marido, Jair Bolsonaro, chegar em casa para prisão domiciliar
atualizado
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro desconversou ao ser questionada sobre o futuro eleitoral da família, após o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), chegar em casa, nesta sexta-feira (27/3), para cumprir prisão domiciliar. “Política zero por enquanto”, disse.
“Gente, política zero por enquanto, tá? Eu estou ainda de licença e estou aqui para cuidar dele. E assim: a minha prioridade sempre vai ser o meu marido e as minhas filhas. Então se eu tiver que renunciar a qualquer coisa pela minha família, que essa é a minha prioridade, eu renuncio”, afirmou.
Segundo Michelle, Bolsonaro não tratará de política, por enquanto. “Não creio, creio que não. Vamos dar um dia de cada vez”, ressaltou.
Na declaração, Michelle enfatizou que, se for necessário, ela é capaz de abdicar da política para cuidar da família. A ex-primeira-dama ainda está de licença do serviço de presidente do Partido Liberal Mulher por questões de saúde e agora, irá supervisionar a saúde do marido, que passou 14 dias internado.
Ainda durante a coletiva, Michelle não abordou sobre assuntos políticos e priorizou falar dos cuidados e do retorno da rotina com seu marido que, segundo ela, possui “várias comorbidades”.
“Eu sei que Deus está no controle de todas as coisas e é o lugar certo. Um ex-presidenciável, 71 anos, com várias comorbidades, então é o lugar certo para ele estar. E agora eu vou cuidar dele mais ainda”, afirmou Michelle.
Alta hospitalar e prisão domiciliar
O ex-presidente recebeu alta hospitalar nesta sexta, após passar duas semanas internado no Hospital DF Star. Bolsonaro teve a saúde prejudicada devido a um quadro de broncopneumonia bacteriana.
Antes da internação, o ex-presidente apresentou febre, calafrios, sudorese intensa e queda de saturação enquanto estava na Papudinha.
Após a alta, Bolsonaro seguiu para prisão domiciliar em sua residência no condomínio Solar de Brasília, onde chegou às 10h22, vestindo um colete à prova de balas da Polícia Militar.
A prisão domiciliar será por um prazo inicial de 90 dias, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A determinação do ministro incluiu a instalação de uma tornozeleira eletrônica como medida cautelar.










