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Brasil

Michelle acusa "grupo coordenado no exterior" de atacá-la todos os dias

Em vídeo publicado nas redes sociais, Michelle Bolsonaro esclarece tensões com os enteados e arranjos políticos feitos sem aval de Bolsonaro

24/06/2026 18:15, atualizado 24/06/2026 18:51
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Imagem colorida, Michelle Bolsonaro fala com a imprensa no início da tarde desta sexta-feira (27/3)- Metrópoles

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou por meio de vídeo nas redes sociais que é alvo de ataques diários coordenado por um grupo “maledicência” que vive no exterior. As declarações foram feitas nesta terça-feira (24/6), em publicação em que Michelle esclarece ruídos com o enteado Flávio Bolsonaro (PL).

Na postagem, Michelle expõe inconformidade com o apoio de membros do Partido Liberal (PL) a Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará. De acordo com ex-primeira-dama, o pré-candidato jamais terá o apoio dela, mesmo que lideranças da direita o apoiem.

Nos últimos meses, Eduardo Bolsonaro (PL) costurou apoio do PL em torno de Ciro no Ceará em uma tentativa de barrar o avanço do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado, que tradicionalmente elege políticos petistas.

Sem citar nomes, mas após afirmar ser alvo de declarações agressivas por parte dos enteados, Michelle afirmou que há um grupo no exterior que coordena ataques contra ela diariamente.

“O grupo coordenado por pessoas que estão no exterior continua atuando e me atacando todos os dias. Alguns deles até aparecem em fotos ao lado de Flávio, fazem publicações e vídeos retirando o sobrenome Bolsonaro do meu nome numa tentativa de me atingir. Não me atingem. Eu sei quem eu sou e sei quem é meu marido”, declarou Michelle.

Veja o vídeo:


Em meio às manifestações de inconformidade, Michelle reforçou que não se apôs à escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que indicou o filho mais velho para a disputa pelo Palácio do Planalto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ex-primeira-dama diz ainda que “perdoou e aprendeu a conviver” com as críticas feitas pelo enteado.

“Abençoei a escolha de Jair e a pré-candidatura de Flávio nas mesmas redes sociais em que ele e os irmãos me atacaram e nas quais foi publicada uma entrevista dele me chamando de desrespeitosa e autoritária. Como eu disse, aprendi a conviver com isso. Perdoo quem me machuca e permanecerei no meu lugar“, afirmou.

Defesa de atuação no partido e críticas a aliança com Ciro

Ao rebater críticas de que não teria experiência política, Michelle destacou sua atuação à frente do PL Mulher. Ela também negou rumores de que estaria pressionando por candidaturas ou exigindo pedidos de desculpas. De acordo com ela, o conflito com Flávio começou antes de qualquer discussão sobre cargos ou projetos eleitorais e está relacionado a “respeito e consideração”.

A ex-primeira-dama também afirmou que sua resistência à aproximação não é uma questão eleitoral, mas de coerência política. Ela relembrou declarações de Ciro contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e disse considerar contraditório que integrantes do bolsonarismo apoiem uma aliança com alguém que, segundo ela, contribuiu para a inelegibilidade do ex-chefe do Executivo.

“Sou contra essa aliança, mas essa é apenas a minha convicção. Se a direita quiser se unir para derrotar o PT, tudo bem. Mas a coerência exige que isso aconteça apenas no segundo turno”, disse.

Atrito expõe divisão no bolsonarismo

A crise ocorre em meio às divergências dentro do campo bolsonarista sobre a estratégia para as eleições de 2026 no Ceará. Na semana passada, Michelle voltou a demonstrar apoio público a Eduardo Girão (PL) e afirmou que a direita não deveria fazer “aliança com o mal”, declaração interpretada como uma referência à aproximação entre o PL e Ciro Gomes.

A articulação tem o apoio de André Fernandes e de aliados do ex-presidente no estado, que defendem a união de forças para enfrentar o PT. Michelle, por sua vez, sustenta que uma eventual composição com Ciro só deveria ser discutida em um eventual segundo turno.

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