“Meu filho está mais próximo de Deus”, diz mãe de “menino do Acre”
Segundo Denise Borges, o filho ainda não contou à família onde esteve durante os cinco meses em que ficou desaparecido
atualizado
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O mistério sobre Bruno Borges, 25 anos, conhecido como o “menino do Acre”, continua. Segundo os pais do jovem, que ficou desaparecido por cinco meses, ele ainda não deu detalhes sobre onde esteve durante o tempo em que ficou sumido. A mãe do rapaz, Denise Borges, contou que o filho está magro e desnutrido. Disse, também, que o jovem passa o tempo lendo a Bíblia e “está mais próximo de Deus”.
Para a mulher, o filho pode ter passado o período em algum lugar como uma tribo, chácara ou um sítio. Em mensagem postada em seu Facebook, no último sábado (12/8), ela agradeceu àqueles que rezaram por ela: “A todos que dividiram comigo minha dor, dobro meus joelhos para pedir a Deus que cada oração feita, cada palavra solidária, cada gesto de carinho se transforme em graças para suas vidas e suas família”.
Denise chegou a ir até a cidade de Aparecida (SP) para pedir pelo filho. Quando ele voltou, ela ainda estava em São Paulo. “Conquistei esta vitória nunca desistindo. Amassei meu joelho no chão por quase cinco meses. A fé não se explica. O que posso dizer é que não existem palavras para descrever a emoção que é se sentir agraciada pelo poder de Deus e de nossa mãe Maria”, disse.
De acordo com a mulher, Bruno também leu o primeiro livro que ele mesmo escreveu. A publicação está entre as mais vendidas do país. Após a leitura, contou a mãe, ele falou apenas que as coisas “estão muito erradas”.
O inquérito que apurava o desaparecimento de Bruno foi concluído há mais de um mês. A Polícia Civil da capital acreana, entretanto, vai chamar o rapaz para depor ainda nesta semana.
Relembre o caso
Bruno Borges desapareceu no último 27 de março. Além da família apreensiva, o estudante de psicologia deixou para trás 14 livros que estão criptografados, em uma linguagem que ele mesmo criou. “Mas, ele deixou a chave”, disse, à época, a mãe. O estudo das quatro criptografias está acomodado em uma pasta. Decifrar os símbolos é objeto de preocupação dos pais.
Segundo a família, Bruno transformou seu quarto em uma espécie de museu. Nele, havia uma réplica da imagem de Giordano Bruno, filósofo italiano vítima da inquisição.
Questionada sobre a possibilidade de o filho ter se escondido como ação de marketing para promover seus escritos, a mãe foi clara: “Ele continua a dizer que não quer saber de mídia, e a única coisa que gostaria é que seus conhecimentos e suas vivências fossem lido por todos”.










