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Brasil

Mesmo com Exército, 2º tiroteio é registrado na Rocinha neste sábado

A comunidade vive um clima de confronto entre traficantes e a madrugada foi marcada por rajadas de tiros. O Exército ocupa a região

23/09/2017 13:58, atualizado 23/09/2017 15:02
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Marcos Arcoverde / Estadão
Mesmo com Exército, 2º tiroteio é registrado na Rocinha neste sábado

No segundo dia da presença das Forças Armadas no Rio de Janeiro, a favela da Rocinha teve mais um tiroteio neste sábado (23/9). A comunidade vive um clima de confronto entre traficantes e a madrugada foi marcada por rajadas de tiros.

O governo federal autorizou a atuação de 950 homens do Exército para reforçar a segurança do local e afirmou que mais 3 mil estão de prontidão. Até as 13h40 já haviam sido presos cinco homens acusados de liderarem os ataques. Também foram apreendidos 16 fuzis, 2 pistolas, 12 granadas, munição, rádios transmissores e anotações usadas pelos criminosos. A ação conjunta da Polícia Militar, Civil e Forças Armadas na região não tem prazo para acabar.

Enquanto os barulhos de tiros assombravam a população da Rocinha, a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro concedia entrevista coletiva com o balanço das operações, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).

Relembre
Depois de quase uma semana de tiroteios no Rio, as Forças Armadas foram chamadas na sexta-feira (22) para cercar a Rocinha – a mais conhecida comunidade da capital –, diante do reconhecimento de que o Estado perdeu o controle na guerra deflagrada pelo crime.

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O governo autorizou a presença das Forças Armadas na região
Nas ruas o Exército e a comunidade convivem em meio à ameaça de novos confrontos
A violência assusta os moradores, que tentam manter a rotina
Cerca de 950 homens do Exército participam das operações na Rocinha e o governo afirmou que 3 mil estão de prontidão para atuarem no local
No quinto dia de operações da Polícia Militar na comunidade da Rocinha, dois tiroteios já foram registrados
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No quinto dia de operações da Polícia Militar na comunidade da Rocinha, dois tiroteios já foram registrados

Marcos Arcoverde/Estadão
O governo autorizou a presença das Forças Armadas na região
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O governo autorizou a presença das Forças Armadas na região

Leo Correa/AP/AE
Nas ruas o Exército e a comunidade convivem em meio à ameaça de novos confrontos
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Nas ruas o Exército e a comunidade convivem em meio à ameaça de novos confrontos

Leo Correa/AP/AE
A violência assusta os moradores, que tentam manter a rotina
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A violência assusta os moradores, que tentam manter a rotina

Leo Correa/AP/AE
Cerca de 950 homens do Exército participam das operações na Rocinha e o governo afirmou que 3 mil estão de prontidão para atuarem no local
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Cerca de 950 homens do Exército participam das operações na Rocinha e o governo afirmou que 3 mil estão de prontidão para atuarem no local

Silvia Izquierdo/AP/AE

A atual onda de intensos tiroteios na Rocinha começou no domingo passado (17) quando o chefe do tráfico de drogas no morro, Rogério Avelino da Silva, conhecido como Rogério 157, se desentendeu com o seu antecessor, Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, preso desde 2011. No domingo, os tiroteios deixaram um morto.

Nem estaria insatisfeito com a atuação de Rogério 157 e teria tentado expulsar o seu grupo da favela, por meio de ordens dadas de dentro da prisão. A relação pode ter piorado depois da união da ADA com a facção paulista PCC. Já Rogério teria matado aliados de seu antecessor e mandado expulsar Danúbia de Souza Rangel, mulher de Nem, do morro.

Em represália, Nem teria incitado criminosos da ADA de outros morros, como Vila Vintém, Morro dos Macacos e São Carlos a tentar retomar a favela. A tentativa, porém, foi frustrada, e Rogério continua no alto do morro, segundo informações da Polícia. Danúbia, que é foragida e ostenta alto poder aquisitivo nas redes sociais, também estaria no local. Os dois corpos carbonizados encontrados pela polícia seriam do grupo de Rogério.

Na segunda-feira, 18, o porta-voz da Polícia Militar do Rio, major Ivan Blaz, e o delegado-titular da 11ª DP (Rocinha), Antônio Ricardo, admitiram que sabiam que poderia haver confronto entre traficantes na Rocinha no dia anterior. Blaz afirmou que a Polícia Militar não agiu com mais força para acabar com o confronto porque a intervenção poderia vitimar moradores. Já Ricardo acrescentou que não sabia que o confronto, que durou cinco horas, “seria desta proporção”.

Na quarta-feira, 20, o governador do Rio afirmou que soube na madrugada do domingo que haveria confronto entre traficantes e pediu que a polícia não interviesse, o que causou polêmica. (Com informações da Agência Estado)

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