Mercadante anuncia aprovação recorde de R$ 11,1 bi do BNDES em 2024
Valor é destinado para financiamento à inovação no acumulado deste ano, entre janeiro e 14 de novembro de 2024

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta terça-feira (26/11) R$ 11,1 bilhões para financiamento à inovação no acumulado deste ano, entre janeiro e 14 de novembro de 2024. O resultado significa um recorde na série histórica iniciada em 1995.
Em 2023, as aprovações para inovação somaram R$ 5,3 bilhões. Até então, o pico da série tinha sido alcançado em 2013, quando foram aprovados R$ 9,7 bilhões.
Financiamento beneficia Embraer
O presidente do banco público, Aloizio Mercadante, explicou que dentro desse pacote está, por exemplo, a indústria de carro voador da Embraer. O BNDES já financiou 1.300 aviões da Embraer, ajudando a impulsionar o bom momento da empresa.
“A Embraer está batendo todos os recordes, está nos melhores momentos da sua história, inclusive exportando equipamentos de defesa”, acrescentou ele, durante o seminário Política Industrial promovido pelo jornal Folha de S.Paulo na capital paulista. “Para mostrar que nós temos condições de disputar áreas de alto valor agregado.”
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Ver todasO presidente do banco citou ainda o fomento à inovação via combustível de aviação e combustível de navegação.
“Fizemos edital com R$ 6 bilhões de reais. Nós temos restrições de oferta de crédito. A demanda foi de R$ 167 bilhões. Por quê? Porque o Brasil lidera. É um país que tem 50 anos de experiência em biocombustível, que tem etanol de segunda geração. Tem uma demanda espetacular que está vindo, o que pode fazer a gente ter uma presença decisiva num setor que a demanda está contratada, é gigantesca, e é global, o Brasil pode liderar esse processo”, afirmou.
No que se refere ao financiamento a mobilidade elétrica, Mercadante disse que será anunciado, já nesta semana, pacotes de financiamento de ônibus elétrico. “Isso é inovação, isso é atração de cadeia industrial, isso é mudança de qualidade no padrão de desenvolvimento”, defendeu.



