Manchas de óleo atingem 10 praias do Ceará; Marinha e Ibama investigam

O serviço de retirada já foi iniciado. Segundo as autoridades ambientais, uma investigação foi iniciada para apurar a origem do material

atualizado 27/01/2022 15:56

Reprodução/Twitter

A Marinha do Brasil registrou o derramamento de óleo em 10 praias do Ceará. As primeiras manchas começaram a aparecer na terça-feira (25/1).

Nesta quinta-feira (27/1), vestígios de óleo foram encontrados na Praia do Futuro, em Fortaleza. Órgãos oficiais ainda não sabem o que teria provocado as manchas.

Segundo as autoridades ambientais, uma investigação foi iniciada para apurar o que é o material e quais as causas do derramamento. O serviço de retirada já foi iniciado.

Além da Praia do Futuro, o óleo foi encontrado nas praias de Canoa Quebrada, em Aracati;  Quixaba, Cumbe e Majorlândia, em Aracati; Prainha, Iguape e Porto das Dunas, em Aquiraz; Canto da Barra, em Fortim; e Prainha do Canto Verde, em Beberibe.

O aparecimento das manchas ocorre em meio à alta estação turística no Ceará e após mais de dois anos do desastre ambiental de derramamento de óleo que atingiu todo o litoral brasileiro.

Segundo a Marinha, militares da Agência da Capitania dos Portos em Aracati realizaram a retirada do material das praias de Cumbe, Canoa Quebrada, Majorlândia, Quixaba e Canto da Barra.

“Amostras do material foram coletadas e serão enviadas para análise no Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), no Rio de Janeiro”, informou a Marinha, em nota.

Limpeza

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) acompanha o caso e realizou vistorias nesta quinta-feira.

“Será realizada a elaboração de relatórios e encaminhamento de informações para Coordenação Geral de Emergências Ambientais do Ibama, com o objetivo de que sejam elaboradas as estratégias posteriores para o atendimento a situação em questão”, explica, em comunicado.

A prefeitura de Aracati informou que enviou equipes para auxiliar na limpeza e lamentou o que chamou de ” desastre ambiental”.

A Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace)  também enviou equipes de fiscalização para o local a fim de averiguar a situação.

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