Empresa acusada de vazar óleo nega ter sido procurada pelo Brasil

Investigadores apontam navio de bandeira grega carregado de petróleo venezuelano como provável origem do derramamento que afeta o Nordeste

TIAGO QUEIROZ/estadão conteúdoTIAGO QUEIROZ/estadão conteúdo

atualizado 04/11/2019 15:03

A empresa Delta Tankers Ltd disse nesta sexta-feira (01/11/2019) que não foi contatada por autoridades brasileiras que investigam o derramamento do petróleo que atingiu praias de todos os nove estados da região Nordeste do Brasil.

Investigadores disseram nesta sexta que um navio de bandeira grega carregado de petróleo venezuelano é suspeito de ser a fonte do óleo que tem atingido a costa nordestina há mais de 60 dias.

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal não divulgaram oficialmente o nome da empresa, mas documentos da investigação a apontam como principal suspeita do crime.

“Nem a Delta Tankers nem o navio foram contatados pelas autoridades brasileiras em relação à investigação”, disse a companhia em comunicado.

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta (01/11/2019) a Operação Mácula para apurar a origem e autoria do derramamento de óleo que atingiu mais de 250 praias nordestinas brasileiras. A ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro – na Lachmann Agência Martítima e da empresa Witt O Brien’s. As companhias teriam relação com o navio mercante Bouboulina, de propriedade da Delta Tankers, apontado como a origem da mancha de óleo que atinge a costa nordestina.

A Lachmann afirmou na tarde desta sexta que não é alvo da investigação, ao passo que a Witt O Brien’s afirmou que “jamais” teve como cliente a empresa Delta Tankers, dona do Bouboulina.

As ordens foram expedidas pela 14ª Vara Federal Criminal de Natal (RN).

Segundo o delegado Agostinho Cascardo, um dos responsáveis pela investigação no Rio Grande do Norte, as empresas que são alvos das buscas não são suspeitas a princípio, mas podem ter arquivos, informações e dados que sejam úteis às investigações.

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