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Brasil

Médica e enfermeira dizem que foram agredidas em hospital de Goiás

Segundo a PM, violência foi praticada pela filha de um paciente que buscou atendimento no Hospital Municipal de Monte Alegre de Goiás

06/04/2022 16:23, atualizado 06/04/2022 16:58
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Reprodução
Perna da médica Eny Godinho ficou com vários hematomas após ser agredida em hospital de Monte Alegre de Goiás

Goiânia – Uma médica e uma enfermeira disseram que foram agredidas com chutes e socos pela filha de um paciente durante o plantão do último domingo (3/4) no Hospital Municipal de Monte Alegre de Goiás, a 569 km da capital goiana, no nordeste do estado. Segundo a ocorrência registrada pela Polícia Militar (PM), a agressora foi algemada e levada para a delegacia de Polícia Civil.

De acordo com informações colhidas pela PM, Isabeli Vieira da Silva agrediu com socos e tapas na boca a enfermeira Esther de Oliveira Silva. Depois, segundo a polícia, a suposta agressora partiu para violência contra a médica Eny Cristina da Cunha Godinho Aires, de 51 anos.

“Chutes e socos”

A médica, segundo a ocorrência policial, foi agredida com “chutes, tapas e socos”, além de xingamentos como “rapariga, piranha e cachorra”. O nome do paciente e o motivo pelo qual ele foi ao hospital não foram divulgados.

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Segundo a PM, a médica disse que sofreu a agressão porque pediu para Isabeli parar de gritar para que pudesse examinar o pai dela. Nesse momento, conforme o boletim de ocorrência, a filha do paciente já partiu pra cima da profissional de saúde e ainda a chutou quando estava algemada pela polícia.

A enfermeira de plantão estava na mesma sala da emergência retirando pontos de uma cirurgia. Ela teria sido agredida porque tentou defender a médica, pedindo para que Isabeli saísse da sala.

“Descontrolada e agressiva”

A filha do paciente, de acordo com a PM, estava “visivelmente descontrolada e agressiva”, no momento em que a equipe policial chegou ao hospital. Por esse motivo, segundo a corporação, foi necessário algemar a acompanhante do homem à força.

Isabeli foi liberada pela polícia, depois de prestar depoimento na delegacia, e deve responder na Justiça pelo crime de lesão corporal. O Metrópoles não encontrou contato da defesa dela até o momento em que publicou este texto, mas o espaço segue aberto para manifestações.