“Me ameaçou com uma barra de ferro”, diz mulher que denunciou ex

Vítima de violência doméstica em Araçatuba, no interior de SP, ligou para o 190 e passou endereço para "fazer o cabelo". Agressor foi preso

atualizado 12/12/2021 15:25

Violência contra mulher Hugo Barreto/Metrópoles

A cabeleireira que denunciou o ex-companheiro por violência ao telefonar para a Polícia Militar (PM) fingindo que agendava um corte de cabelo com uma cliente contou que o agressor a ameaçou com barra de ferro na frente da filha. O caso ocorreu em Araçatuba (SP). O suspeito foi preso.

“Foram uns cinco minutos que me deu, porque eu vi que minha filha estava presente. Ele pegou uma barra de ferro e ameaçou me dar as barradas de ferro com a minha filha presente. Então, fingi que eu ia confirmar uma cliente por telefone, foi onde eu passei o endereço”, disse a vítima, em entrevista ao jornal da TV Tem, afiliada da Globo.

A vítima de violência doméstica contou que viveu um relacionamento abusivo. “Bem conturbado, entre violência física e psicológica. Então, houve um momento que chegou ao ápice de aturar essa situação toda”, disse ela.

De acordo com a PM, o policial que atendeu a ligação suspeitou que algo estranho ocorria na residência da mulher e encaminhou uma viatura ao local, onde, em seguida, ela disse aos agentes que havia sido agredida e ameaçada de morte.

O homem admitiu o crime de ameaça, segundo a polícia, afirmando que teria discutido com a mulher e a agredido. De acordo com a PM, a mulher apresentava hematomas no rosto e foi levada ao pronto-socorro de um hospital da cidade. Após ser liberada, foi ouvida na delegacia de Polícia Judiciária.

O suspeito continua preso, já que não pagou fiança, no valor de R$ 2.200. Ele ficará à disposição da Justiça até o julgamento.

O agressor foi denunciado pelos crimes de violência doméstica, ameaça e injúria e, segundo a polícia, tem antecedentes por crimes de roubo, furto, homicídio e tráfico de drogas.

A polícia orienta as pessoas a denunciarem casos de violência contra a mulher. As pessoas podem ligar para o número 190, e a identidade delas é mantida em sigilo.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Além disso, é possível realizar denúncias pelo número 180, da Central de Atendimento à Mulher, e ao Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Há, ainda, o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.

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